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Análise: ainda é cedo para exigir padrão do Dérbi em todos os jogos do Corinthians



Por Diego Ribeiro, São Paulo

claro que vencer um Dérbi, com autoridade, às vésperas de uma estreia na Libertadores, criaria expectativa alta na torcida do Corinthians. O empate sem gols com o Millonarios, nesta quarta-feira, em Bogotá, foi longe daquilo que os mais otimistas esperavam.


Os mais realistas, sim, podem comemorar o resultado: com adversidades, o Corinthians não chegou a sofrer na defesa e manteve a organização em boa parte do jogo. Criou pouco, é verdade, e muito disso pela ausência do suspenso Rodriguinho, justamente o herói da vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, no sábado passado.


Com dois meses na atual temporada, ainda é cedo para exigir o Corinthians do Dérbi em todos os jogos. Principalmente na Libertadores, contra adversários enjoados, que também sabem atacar e não têm medo da camisa alvinegra. Foi assim contra o Millonarios, deve ser assim contra o Independiente, principal rival do Grupo 7, que ainda tem o Deportivo Lara, da Venezuela.






Melhores momentos: Millonarios 0x0 Corinthians, pela Taça Libertadores da América


A volta de Rodriguinho no clássico contra o Santos, neste domingo, no Pacaembu, deve devolver parte da criatividade ao setor ofensivo. A fase, porém, é de experimentar, testar variações e procurar alternativas a um time que já é "cascudo", mas pode evoluir bem.


Pela Libertadores, o Corinthians só joga no dia 14 de março, contra o Deportivo Lara, às 21h45 (de Brasília), em Itaquera.



Corinthians teve jogo duro contra o Millonarios (Foto: EFE / Mauricio Dueñas Castañeda)





Como foi a estreia?




A altitude de pouco mais de 2.600m de Bogotá foi claramente um fator desde o início do jogo. Diferentemente daquele time insinuante e mordedor do Dérbi, o Corinthians esperou, pensou duas vezes antes de cada passe e tentou o ritmo do confronto.


A estratégia foi debatida por Fábio Carille na véspera: em entrevista coletiva, afirmou que a equipe precisava "descansar" com a bola nos pés. O Corinthians realmente descansou, mas sem a bola... Apenas 43% de posse para a equipe brasileira.





Caio Ribeiro analisa na mesa tática a formação do Corinthians contra o Millonarios


Neste contexto, a entrada de Mateus Vital no lugar do suspenso Rodriguinho seria mesmo a mais acertada. Alguns fatores, porém, deixaram o Corinthians inoperante. A saber:



A distância entre as linhas fez o Corinthians investir em bolas longas – com Jadson e Vital "baixinhos", seria impossível funcionar;
O Millonarios, ao contrário do Palmeiras, manteve a marcação alta e dificultou a saída de bola alvinegra;
Clayson e Romero, pelos lados, ficaram muito presos no campo defensivo e não deram superioridade numérica no ataque;
Vital e Jadson não incomodaram os zagueiros, tampouco atraíram a marcação para abrir espaços a quem vinha de trás.
Assim, foram OITO finalizações do Millonarios contra apenas UMA do Corinthians no primeiro tempo.


Aos 27 minutos, Carille mudou a formação para o 4-2-3-1, com Vital avançado e Jadson recuado, buscando a bola para qualificar a saída. Não ajudou muito...



Formação do Corinthians no 4-2-3-1: tentativa de variação de Carille (Foto: GloboEsporte.com)


Ainda em busca de soluções para o setor ofensivo, novo teste no segundo tempo: Júnior Dutra pelo lado esquerdo, no lugar de Clayson. Depois, Emerson Sheik na vaga de Romero, pela direita. E finalmente Lucca, que teve pouquíssimo tempo para mostrar algo.


Mesmo assim, a melhor chance foi na bola aérea: uma sobra de escanteio em que Henrique girou e mandou a bola no travessão.


A boa notícia esteve na defesa. Com linhas bem definidas e compactas, o Corinthians sofreu uma falsa pressão do Millonarios. A bola rondou a área de Cássio, mas o goleiro quase não trabalhou.


A primeira linha com Fagner, Balbuena, Henrique e Maycon vai se acertando. Um bom início para a campanha pelo bicampeonato da Libertadores – a primeira, por sinal, veio com um time de características e conceitos parecidos.



Marcação compacta do Corinthians contra o Millonarios (Foto: Reprodução)
Análise: ainda é cedo para exigir padrão do Dérbi em todos os jogos do Corinthians Análise: ainda é cedo para exigir padrão do Dérbi em todos os jogos do Corinthians Reviewed by Voz de Rondônia on março 01, 2018 Rating: 5

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