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Fátima Cleide é a única esperança do PT. E ela tem história para tentar voltar ao Senado



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Houve tempos – e não vão longe – em que uma convenção do Partido dos Trabalhadores sacudia as bases políticas do Estado e de Porto Velho. No auge do petismo, a sede na rua Calama, no centro da Capital, ficava superlotada, sem espaço para estacionamento em todo o entorno. Centenas de partidários se amontoavam para discutir, debater, escolher candidatos e, dali, sair em campanha para eleger seus representantes. Quem não lembra da convenção que escolheu Roberto Sobrinho como candidato à Prefeitura, em seu primeiro mandato? Ou nos encontros onde estrelas do partido, como o hoje presidiário José Dirceu, vinham palestrar e se encontrar com os companheiros? E a eleição vitoriosa de Fátima Cleide, com mais de 225 mil votos, em 2002, quando o eleitorado era muito menor e quando ela se tornou o fenômeno do segundo voto? Tudo isso faz parte da história do partido em Rondônia, estado, aliás, que teve grande apoio tanto do governo Lula quanto do governo de Dilma Rousseff, o que não se pode negar. Mas, nessa quinta, quando realizar sua convenção, a única coisa que o PT de hoje terá a ver com o PT do passado recente, será o apoio maciço à candidatura de Fátima Cleide, novamente, para o Senado. O partido não tem alianças fortes e, se conseguir, vai unir em torno de si apenas siglas menores, como o PC do B, PSOL, PHS, PROS e Patriotas. Longe do partido de menos de duas décadas passadas, quando podia selecionar uns poucos, entre todos os que queriam caminhar ao lado dele.

Fátima é o nome principal do PT, nessa eleição. O partido ainda pode lançar o jornalista Paulo Benito ao Governo, mas, de olho no Fundo Partidário – do qual Benito já abriu mão, caso seja escolhido para concorrer – o PT quer fortalecer o que considera candidaturas viáveis. Entre elas a do Padre Ton, para deputado federal e a do seu único representante na Assembleia, o competente deputado Lazinho da Fetagro. Lançará, para a Câmara Federal, outros nomes, como Fatinha do Sintero; Alessandra Lunas, da Fetagro de Ji-Paraná; Ramon Cujuí, representando o MST e MAB, entre outros, mas sabe que as possibilidades reais de eleger mais que um federal e mais que um estadual são muito perto do zero. Todo o esforço do partido, contando com o apoio dos seus parceiros, os pequenos e os nanicos, será direcionado, com prioridade total, para Fátima Cleide. A seu favor, um mandato extremamente positivo como senadora; uma vida pública ilibada e sem manchas, uma das mais expressivas vitorias nas urnas, já registradas no Estado e, mais que tudo, a única mulher na disputa. O restante são apenas problemas. O PT e o lulismo, a quem Fátima defende com unhas e dentes, têm tido a ojeriza da maioria do eleitorado rondoniense, incluindo-se aí todas as pesquisas sérias. Não será tarefa fácil. Mas Fátima já passou por obstáculos imensos. Pode superar esse também!

MAIS CANDIDATOS AO GOVERNO

Oficialmente, existem apenas três candidatos ao Governo de Rondônia. Maurão de Carvalho, do MDB, foi escolhido no sábado, em convenção do seu partido. Acir Gurgacz foi confirmado no domingo, numa parceria PDT/PSB , com o PP, PR e outros partidos, aliando-se para a disputa ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. Ainda no sábado, o nanico PSTU escolheu Pedro Nazareno, como seu nome para a corrida ao Palácio Rio Madeira/CPA. Nesta quinta, o PT decide se lança ou não candidatura própria. Se lançar, o nome do partido é o de Paulo Benito. Mas também já está definido o jovem Vinicius Miguel, como o candidato ao Governo pela Rede, com Aluízio Vidal disputando a vaga ao Senado. Mas a convenção só será realizada na sexta, no final da tarde, no Senac. No domingo, PSDB/DEM e PSD confirmam a terceira candidatura, entre os nomes mais fortes ao Governo: o do ex senador Expedito Júnior. Com e exceção de Vinicius, que terá como vice Jaime Kalb, do PPS de Rolim de Moura, os demais candidatos entre os que podem ser considerados do primeiro time na disputa, ainda não anunciaram seus vices. Todos têm somente até o domingo para fechar a dobradinha. Em relação a Expedito, o que uma fonte ligada ao partido confirmou é que, obviamente, o vice sairá do trio de siglas que apoiam o nome do ex senador, na corrida pelo Governo. Já há conversações, mas nada fechado. O mesmo pode-se dizer de Maurão de Carvalho e Acir Gurgacz. Tem conversas, mas nada ainda oficializado.

MARCOS, CANDIDATÍSSIMO AO SENADO

De onde surgiu a informação de que Marcos Rogério poderia estar repensando se quer ser mesmo candidato ao Senado e não buscar a reeleição como deputado federal? Saiu do nada. De repente, começou a aparecer aqui e ali, como informação segura, que o jovem parlamentar de Ji-Paraná estaria mudando de planos, depois da confirmação dos nomes de seus poderosos concorrentes. A referência mais comentada era de que Marcos poderia temer disputar contra Valdir Raupp e Confúcio Moura, do MDB, porque esperava que o partido viesse apenas com um deles. Bobagem! Desde que a conversa surgiu, as redes sociais se entupiram de informações fake sobre o assunto. O mais fácil seria falar diretamente com o interessado, ou seja, o próprio Marcos Rogério. Moleza. Perguntado, ele foi claro: jamais lhe passou pela cabeça, desde que decidiu disputar o Senado, qualquer mudança de alvo. “São boatos, ilações, qualquer informação que vá contra a decisão que já anunciei. Na verdade, quero disputar uma vaga ao Senado e minha candidatura será confirmada na convenção deste próximo domingo”. Ele concluiu: “nosso projeto está confirmadíssimo: Expedito ao Governo e Marcos Rogério ao Senado”, sublinhou, ao conversar ontem com a coluna.

BOLSONARO BATE RECORDE NA TV

Foi de grande repercussão a entrevista do presidenciável Jair Bolsonaro ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em rede nacional, na noite desta segunda. Mais de 38 milhões de televisores ligados no programa, um recorde de 45 anos. Bateu até a poderosa Globo. O controvertido candidato à Presidência pelo nanico PSL, que lidera todas as pesquisas, quando Lula não está no cenário, tem um discurso fixo e não consegue escapar das pegadinhas dos jornalistas, todos claramente contrários a ele e às suas ideias. Bolsonaro tem respostas preparadas e repetidas para questões que parecem ser menores, mas não o são. Bate na tecla que mais domina: a de que é o nome anti PT e anti esquerda e que vai mudar o país, quando eleito. Nega que houve ditadura militar, tenta ideologizar temas profundos, como a escravatura, por exemplo, mas tem um discurso firme em relação ao combate à bandidagem e a algumas das maiores batalhas esquerdistas, como as cotas para negros, por exemplo. Tem gente que adora Bolsonaro, por sua firmeza e pela promessa de acabar com a criminalidade e com as leis que protegem bandidos. É principalmente neste quesito e no combate ferrenho a qualquer ideia liberal ou esquerdista, que ele tem cativado boa parte do eleitorado brasileiro,. O problema de Bolsonaro é...o Bolsonaro. Quem votar nele, tem que saber que está comprando o pacote todo. De um candidato que pode sim mudar o país em muitas coisas, mas, se o fizer, poderá ser a fórceps. Na força. É isso que queremos? Se a resposta for sim, Bolsonaro está perto da Presidência.

E A CAMPANHA CONTRA AS QUEIMADAS?

As queimadas continuam mantendo Porto Velho, tanto na cidade quanto nos distritos, sob fogo e fumaça há vários dias. Não há estrutura suficiente para fiscalizar e combater tanta irresponsabilidade. Uma das formas de ajudar a diminuir esse imenso problema, seria um pacote de ações e campanhas publicitárias, tanto da Prefeitura quanto do Governo. Não se sabe ainda quais são os empecilhos para que isso ocorra, mas se ouviu que poderia estar havendo dificuldades de aprovação de investimentos em campanhas publicitárias, nesse momento, em função do período pré eleitoral e do rigoroso controle da Justiça Eleitoral sobre atos que pudessem representar qualquer suspeita do uso da máquina pública para campanha de caça voto. Embora se tenha que aplaudir os extremos cuidados neste momento, não há como concordar que uma mobilização para combater o terrível perigo do fogo, das queimadas e da fumaceira, possa ter algo a ver com eleições. A menos que os bombeiros, que certamente participariam com destaque dessa ação para orientar a população, fossem pedir votos para alguém. Uma coisa é burlar a lei eleitoral. Outra, totalmente diferente, é não apoiar causas em que a população deva ser alertada e mobilizada, contra um mal que atinge a todos. Certamente que campanhas contra as queimadas terão o aval de toda a sociedade. Não se pode nem imaginar algo que seja diferente disso!

CADÊ O PÚBLICO DO FLOR DO MARACUJÁ?

Do jeito que está, vai acabar morrendo! Os grupos se dedicam, se preparam, se apresentam com garra, com figurino entre os mais belos, com grande dedicação e esforço, mas...não tem público! O festival Flor do Maracujá, que já foi o maior evento folclórico do Estado, começou no último fim de semana e termina neste domingo, mas longe, anos-luz do que já foi em termos de sucesso. Dominado por meia dúzia, organizado por meia dúzia, com contratos exclusivos de divulgação (ou seja, a grande maioria da mídia é ignorada), o Flor do Maracujá murcha, por tudo isso, mas, também, por ser realizado totalmente fora do período de festas juninas. E, ainda, no Parque de Exposições de Porto Velho, o Parque dos Tanques, que não é um local ruim, mas também pessimamente divulgado. É uma tristeza ver os grupos de Quadrilhas e Bois-Bumbás, tão lindos, defendendo nosso folclore e nossa história, fazendo de tudo para dar um espetáculo inesquecível e tudo é assistido por tão pouca gente, tanto ao vivo quanto nas transmissões exclusivas. Aconselha-se aos organizadores e aos amantes da cultura, que sentem em torno de uma mesa; deixem de se acharem os grandes especialistas no assunto e tenham a humildade de rever o que está acontecendo. Do jeito que está, o espetáculo do Flor do Maracujá vai acabar se tornando apenas imagens de um passado glorioso.

SEM ESCOLHA, O POVO REAGE!

A população reage contra o crime, já que está exposta a ele, todos os dias e em todos os lugares. Nesta terça, moradores do bairro Lagoa, pegaram bandidos que entraram numa casa para roubar. O alarme disparou e os criminosos tentaram fugir. Dois conseguiram, mas um deles foi pego e levou uma surra que o deixará com problemas pelo menos por algumas semanas. Não fosse a chegada da polícia, o bandido teria sido morto. Os assaltantes estavam num carro Uno, que foi abandonado no local. Furiosos, armando-se de paus e pedras, vários moradores tentaram destruir o veículo. Ninguém suporta mais tantos grupos de ladrões agindo em todos os cantos da cidade. Alguns deles, diga-se, usando as já famosas tornozeleiras, o que significa que já foram presos e estão cumprindo algum tipo de pena. Há casos em que a polícia já prendeu o mesmo bandido mais de dez vezes, mas como ele comete pequenos delitos, é solto em seguida, mas volta correndo para praticar os mesmos crimes. Jamais haverá segurança para as pessoas de bem, enquanto valerem essas leis feitas para proteger criminoso. Some-se a isso a ausência da polícia nas ruas e se terá um quadro do terror em que vive a população abandonada. Por isso, cada vez mais, há reação e só então os bandidos perdem. Infelizmente!

PERGUNTINHA

Se você estava diante de uma das 38 milhões de TVs ligadas no programa Roda Viva, da TV Cultura, segunda à noite, no final do programa, você achou que Jair Bolsonaro tem condições de ser o futuro Presidente do Brasil ou está rezando para que isso jamais se torne realidade?
Fátima Cleide é a única esperança do PT. E ela tem história para tentar voltar ao Senado Fátima Cleide é a única esperança do PT. E ela tem história para tentar voltar ao Senado Reviewed by Voz de Rondônia on agosto 01, 2018 Rating: 5

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