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Na Mira do Povo

TCE-RO aponta superfaturamento em contrato de iluminação pública e determina devolução de quase R$ 300 mil em Costa Marques

Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) julgou irregular uma Tomada de Contas Especial envolvendo contrato de iluminação pública em LED no município de Costa Marques e determinou a devolução de valores que somam quase R$ 300 mil aos cofres públicos.

A decisão consta no Acórdão APL-TC 00016/26, referente ao Processo nº 03358/2024, relatado pelo conselheiro Paulo Curi Neto e aprovado por unanimidade pelo Pleno da Corte de Contas.
 
Investigação apurou irregularidades em contrato de iluminação pública

A investigação foi aberta para apurar possíveis irregularidades na execução da Ata de Registro de Preços nº 15/2022, decorrente do Pregão Eletrônico nº 22/2022, que tratava da manutenção da iluminação pública em LED no município.

O contrato foi firmado com a empresa Milenium Eireli ME.

Segundo o Tribunal de Contas, foram identificados diversos problemas na execução do contrato, entre eles:
  • sobrepreço em relação aos valores de mercado
  • superfaturamento em pagamentos realizados pela prefeitura
  • pagamento por serviços sem comprovação da execução
  • pagamento em duplicidade de parte dos serviços
Essas irregularidades resultaram em dano ao erário municipal.
 
Tribunal aponta quase R$ 300 mil de prejuízo aos cofres públicos

De acordo com a decisão do TCE-RO, o prejuízo total identificado chega a R$ 298.457,08 em valores atualizados.

O valor é dividido em duas partes:
  • R$ 100.534,93 referentes ao superfaturamento decorrente de sobrepreço na contratação
  • R$ 197.922,15 relacionados a pagamentos realizados sem comprovação da execução dos serviços e possíveis pagamentos em duplicidade
O tribunal determinou que os responsáveis ressarçam os valores ao município de Costa Marques.
 
Empresa e servidores terão que devolver valores

O Tribunal de Contas responsabilizou solidariamente a empresa contratada e agentes públicos envolvidos no processo.

Entre os responsáveis citados estão:

Altair Ortis, pregoeiro responsável pela licitação
Milenium Eireli ME, empresa vencedora do contrato
José Augusto Rodrigues Teixeira
Kelly Zeballo Ramos
Lucenir Schiano Ferreira

Segundo o tribunal, os membros da comissão de recebimento atestaram a entrega de serviços e materiais sem comprovação adequada, o que contribuiu para o pagamento irregular.
 
Multas também foram aplicadas pelo Tribunal de Contas

Além da devolução dos valores, o TCE-RO aplicou multas administrativas aos responsáveis.

Entre as penalidades estão:
  • multa de R$ 5.026,74 ao pregoeiro
  • multa de R$ 5.026,74 à empresa contratada
  • multa individual de R$ 5.937,66 para cada integrante da comissão de recebimento
O tribunal considerou que houve erro grosseiro na formação de preços e na fiscalização da execução do contrato.
 
Um dos investigados foi retirado do processo

Durante o julgamento, o tribunal reconheceu que não havia relação direta entre a conduta do servidor José Arriates Neto e as irregularidades apontadas, determinando sua exclusão do processo.
 
Prefeitura deverá reforçar fiscalização de contratos

Na decisão, o Tribunal de Contas também determinou que a prefeitura de Costa Marques aperfeiçoe os mecanismos de controle e fiscalização de contratos públicos.

A orientação é que o município adote maior rigor na verificação da execução dos serviços antes da liberação de pagamentos, especialmente na fase de liquidação da despesa.
 
Responsáveis têm prazo para pagar

O TCE-RO fixou prazo de 30 dias para que os responsáveis comprovem o pagamento dos valores e das multas aplicadas.

Caso os valores não sejam pagos espontaneamente, o tribunal poderá autorizar a cobrança judicial da dívida.

Resumo da decisão do TCE-RO

Tribunal identificou superfaturamento em contrato de iluminação pública em Costa Marques
Prejuízo total estimado: R$ 298 mil
Empresa contratada e servidores terão que ressarcir valores ao município
Tribunal aplicou multas administrativas aos responsáveis
Prefeitura foi orientada a reforçar fiscalização de contratos públicos

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