Chefe de inteligência diz que grupos chineses sondam redes críticas e já invadiram sistemas nos EUA, com prejuízo anual estimado em A$ 12,5 bilhões. // Imagem: IA por Alexandre Borges
Porto Velho, RO - O chefe da Organização Australiana de Inteligência e Segurança (ASIO), Mike Burgess, afirmou que grupos de hackers patrocinados pelo governo chinês estão explorando vulnerabilidades nas redes de telecomunicações e na infraestrutura crítica da Austrália.
O alerta foi feito nesta quarta, 12, durante discurso em Melbourne.
Segundo Burgess, dois grupos atuam sob coordenação da inteligência e das Forças Armadas da China: o Salt Typhoon, focado em espionagem, e o Volt Typhoon, voltado à preparação para sabotagem.
Ele afirmou que os invasores já conseguiram penetrar redes de telecomunicações nos Estados Unidos e buscam acesso permanente a sistemas australianos.
O chefe de inteligência alertou que os hackers estão mapeando redes de água, energia, transporte e comunicação para se posicionar de forma invisível e duradoura.
O governo australiano calcula que a espionagem cibernética custou ao país A$ 12,5 bilhões (cerca de R$ 46 bilhões) no último ano fiscal, incluindo A$ 2 bilhões em segredos comerciais e propriedade intelectual roubados.
A ASIO também estima que um ataque de sabotagem digital de grande porte possa gerar perdas de até A$ 1,1 bilhão por incidente.
Entre os cenários de risco citados por Burgess estão apagões durante ondas de calor, contaminação de água potável e paralisação do sistema financeiro.
Ele disse que esses cenários deixaram de ser hipotéticos diante do nível atual de infiltração cibernética.
O alerta australiano segue a mesma linha de avisos emitidos por agências de segurança dos Estados Unidos e do Reino Unido sobre a atuação de hackers chineses em redes ocidentais. A embaixada da China em Canberra negou envolvimento e classificou as acusações como infundadas.
Burgess pediu que empresas e órgãos públicos aumentem seus padrões de segurança e compartilhem informações técnicas sobre tentativas de invasão.
Segundo ele, a defesa cibernética da Austrália depende de cooperação direta entre o setor privado e o governo federal.
Fonte: O Antagonista



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