Homem compra ilha e enche com animais e árvores em extinção: “Vou salvá-los”

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Homem compra ilha e enche com animais e árvores em extinção: “Vou salvá-los”


A história da pequena Ilha Moyenne, nas Seicheles, costuma ser citada como exemplo de como a dedicação de uma única pessoa. Homem compra ilha e enche com animais e árvores em extinção: "Vou salvá-los". Foto: Tourandtakein.com

Porto Velho, RO - A história da pequena Ilha Moyenne, nas Seicheles, costuma ser citada como exemplo de como a dedicação de uma única pessoa pode alterar o destino de um território, transformando uma área degradada em santuário de preservação ambiental e proteção de espécies ameaçadas, mesmo com poucos recursos e pouco apoio institucional.

Como a Ilha Moyenne foi transformada em santuário ambiental

Quando o britânico Brendon Grimshaw comprou a Ilha Moyenne, por volta de 1962, encontrou solo empobrecido, vegetação rala e quase ausência de fauna.

Sem grandes recursos, iniciou um trabalho contínuo de restauração com apoio eventual de amigos, entre eles René Antoine Lafortune.

Foram abertas trilhas à mão e áreas erodidas receberam mudas de árvores nativas e adaptadas ao clima local.

Estima-se que mais de 16 mil árvores, como mogno e palmeiras, tenham sido plantadas, ajudando a recompor o solo, reduzir a erosão e criar micro-habitats para insetos, aves e pequenos animais.

Por que a Ilha Moyenne é um exemplo de conservação ambiental

Em um arquipélago marcado pelo turismo de luxo, Moyenne seguiu na direção oposta, priorizando vegetação nativa, trilhas discretas e espaço livre para circulação de animais.

A ausência de caça, cercas e grandes construções permitiu que a fauna se recompusesse de forma espontânea.

A ilha passou a abrigar tartarugas-gigantes das Seicheles e diversas aves marinhas e terrestres, funcionando como um laboratório vivo de recuperação de ecossistemas costeiros.

A seguir, alguns princípios que orientaram essa conservação:
  • Reflorestamento contínuo com espécies compatíveis com o ecossistema;
  • Reintrodução de espécies nativas e ameaçadas em ambiente protegido;
  • Proibição de caça e exploração comercial predatória;
  • Manutenção de baixa densidade de visitantes para reduzir impactos;
  • Monitoramento constante da vegetação e dos animais.
Como a conservação em ilha privada inspirou outras áreas protegidas

O caso de Moyenne é frequentemente citado em debates sobre ilhas privadas conservacionistas e gestão participativa de áreas naturais. A recusa de empreendimentos turísticos de grande escala mostrou uma escolha deliberada pela preservação de longo prazo.

Com o tempo, o governo das Seicheles incorporou Moyenne ao Parque Nacional Marinho, garantindo proteção legal e integrando a ilha a um mosaico de áreas protegidas que sustenta recifes de corais, manguezais e habitats costeiros essenciais.

Quais são as etapas básicas para recuperar áreas degradadas

A experiência de Moyenne ajuda a sistematizar passos para quem deseja restaurar ambientes costeiros ou ilhas pequenas.

Cada território exige diagnóstico técnico específico, mas algumas diretrizes gerais podem orientar ações iniciais de conservação e manejo.
  1. Identificação de áreas degradadas com potencial de recuperação;
  2. Definição de metas de preservação da biodiversidade local;
  3. Reflorestamento com espécies compatíveis com o ecossistema;
  4. Criação de zonas de proteção integral para fauna sensível;
  5. Integração, quando possível, a redes oficiais de parques e reservas.
Qual é o legado de Brendon Grimshaw para a restauração ecológica

Brendon Grimshaw viveu na Ilha Moyenne até sua morte, em 2012, dedicando-se diariamente às trilhas, árvores e animais.

Sua rotina simples e constante garantiu que o processo de recuperação não fosse interrompido e serviu de exemplo prático de compromisso de longo prazo.

Após sua morte, a inclusão da ilha no sistema de áreas protegidas e regras específicas de visitação consolidaram o santuário.

O legado de Moyenne mostra que iniciativas locais, bem planejadas e persistentes, podem gerar resultados duradouros para a biodiversidade e inspirar políticas públicas de conservação.

Fonte: O ANTAGONISTA

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