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Na Mira do Povo

Ataques continuarão “pelo tempo que for necessário”, diz chanceler do Irã

Abbas Araqchi também descartou a retomada das negociações com Washington. Carro destruído em ataque iraniano a Israel. Foto: FDI

Porto Velho, RO - O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou na segunda-feira, 9, que o regime de Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do país, continuará seus ataques “pelo tempo que for necessário”.

“Estamos preparados para continuar os ataques com mísseis contra eles pelo tempo que for necessário e sempre que for necessário”, disse o chanceler em entrevista à PBS News.

Araqchi também descartou a retomada das negociações com Washington.

“Não creio que a questão de conversar ou negociar com os americanos volte a ser discutida”, afirmou.

“Tivemos uma experiência muito amarga conversando com os americanos. Negociamos com eles no ano passado, em junho, e eles nos atacaram no meio das negociações”, continuou.

O ministro iraniano acusou EUA e Israel de atacar o Irã “indiscriminadamente” ao “falhar” em promover uma mudança de regime.

“Eles pensaram que em questão de dois ou três dias poderiam promover uma mudança de regime e alcançar uma vitória rápida e incontestável, mas falharam.

Portanto, acredito que o Plano A foi um fracasso. E agora eles estão tentando outros planos, mas todos também falharam.

Não acho que eles tenham em mente um objetivo final realista.

Eles simplesmente começaram a nos atacar indiscriminadamente.”

Trump projeta o fim da guerra contra o Irã

Enquanto o Irã ameaça manter seus ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a campanha militar americana contra o Irã poderia terminar “muito em breve”, embora tenha indicado que não será nesta semana.

“Estamos muito à frente do cronograma”, acrescentou o presidente americano.

A declaração animou os mercados e fez os preços do petróleo recuarem.

Um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) também rejeitou a declaração do presidente americano de que a guerra estaria praticamente concluída.

“A Guarda Revolucionária afirma que somos nós que decidiremos o fim da guerra”, disse ele.

Fonte: O Antagonista

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