Operações no departamento de Tolima chegam ao círculo familiar do chefe da maior facção dissidente das Farc. Gustavo Petro, presidente da Colômbia
Porto Velho, RO - As forças de segurança da Colômbia prenderam Andrés Vera, conhecido como Conejo, e Juan Gabriel Vera, o Jota, dois irmãos de Iván Mordisco, o guerrilheiro com maior preço à cabeça no país, em operações realizadas na última sexta-feira, e nesta segunda-feira, 9, no município de Falán, Tolima, no oeste colombiano.
O Ministério da Defesa afirmou que as ações se aproximam do “círculo mais próximo de confiança” do chefe guerrilheiro. Um terceiro irmão de Mordisco já havia sido preso em 2025. O ministro Pedro Sánchez confirmou as capturas em vídeo divulgado nesta segunda-feira.
Papéis na organização criminosa
Conejo foi detido ao tentar embarcar em um ônibus para sair da região, horas depois da prisão de seu irmão Jota. Segundo o general William Rincón, diretor da polícia colombiana, ele respondia pelo “apoio logístico” da organização e por sua “expansão criminosa em direção ao centro do país”.
Ambos tinham mandados de prisão por homicídio, sequestro e tráfico de armas. Conejo também é investigado pelo assassinato de ex-combatentes das Farc que aderiram ao acordo de paz assinado em 2016 – grupo que tem sido alvo frequente de organizações armadas no país.
Iván Mordisco comanda a maior facção dissidente das Farc, grupo que rejeitou o acordo de paz de 2016 e mantém financiamento por meio do narcotráfico. A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína.
Estratégia de guerra e pressão diplomática
Mordisco participou de negociações com o governo do presidente Gustavo Petro durante cerca de um ano, mas abandonou as tratativas em 2024 e passou a intensificar ataques contra civis e forças de segurança.
Diante do fracasso das conversações, Petro abandonou sua política de “paz total” – que previa negociações paralelas com todos os grupos armados ativos no país – e adotou uma estratégia de confronto direto com a guerrilha. A menos de cinco meses do fim de seu mandato, nenhuma das negociações previstas pela política anterior havia avançado.
Fonte: O Antagonista



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