Secretário de Tesouro afirmou que navios chineses e indianos também cruzaram o canal. Official White House Photo by Daniel Torok
Porto Velho, RO - O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, informou nesta segunda-feira, 16, que os Estados Unidos autorizou a passagem de certos petroleiros iranianos e embarcações de outros países transitem pelo Estreito de Ormuz.
“Navios iranianos já partiram e nós os autorizamos a abastecer o resto do mundo ”, afirmou.
Segundo Bessent, navios indianos e chineses também cruzaram o canal em meio à guerra com o Irã.
Cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passa pelo estreito em navios petroleiros. Países produtores do Golfo dependem desse caminho para exportar.
UE descarta proteção
A União Europeia descartou nesta segunda, 16, o pedido dos Estados Unidos para o envio de navios destinados a escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz.
Kaja Kallas, alta representante para os Negócios Estrangeiros, afirmou que há interesse em reforçar a proteção marítima na região, mas não houve consenso entre os países-membros para ampliar ou alterar a missão naval Operação Aspides, atualmente concentrada no Mar Vermelho.
Lançada em 2024, a missão tem como objetivo proteger a navegação comercial contra ataques do grupo terrorista Houthis.
“Em nossas discussões, houve uma clara vontade de fortalecer esta operação, mas, no momento, não há disposição para alterar o mandato”, afirmou Kallas ao final da reunião.
Questionamento de Trump
Também nesta segunda, Trump criticou vários países aliados pela falta de resposta ao seu pedido de cooperação para garantir a segurança do transporte marítimo no Estreito de Ormuz.
O presidente americano questionou a alegada falta de comprometimento de parceiros internacionais s em participar de operações destinadas a proteger o trânsito de navios nessa rota estratégica para o comércio global de energia.
“Há 40 anos que os protegemos e eles não querem se envolver”, disse Trump, referindo-se aos países que, segundo ele, se beneficiam da segurança proporcionada por Washington na região.
“Incentivamos fortemente outros países a se envolverem conosco, e a fazê-lo rapidamente e com grande entusiasmo”, acrescentou.
Fonte: O Antagonista



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