Presença militar cresceu nas últimas semanas com envio de fuzileiros navais e marinheiros em meio à guerra contra o Irã. Porta-aviões Abraham_Lincoln
Porto Velho, RO - A presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio ultrapassou 50 mil soldados nas últimas semanas, com o envio adicional de fuzileiros navais e marinheiros em meio à guerra contra o Irã. O levantamento foi publicado neste domingo, 29, no jornal The New York Times.
O presidente Donald Trump avalia possíveis próximos passos no conflito. Entre as opções consideradas está uma ofensiva mais ampla, que pode incluir a tomada de posições estratégicas, como ilhas próximas ao Estreito de Ormuz.
A região tem importância global por concentrar uma das principais rotas do petróleo mundial, atualmente afetada por ataques iranianos que restringem o tráfego marítimo.
Autoridades americanas indicam que o Pentágono prepara cenários que incluem semanas de operações terrestres no Irã. As ações poderiam envolver forças especiais e tropas convencionais em incursões limitadas.
Uma eventual ofensiva teria como alvos regiões estratégicas, como a Ilha de Kharg, principal polo de exportação de petróleo iraniano, além de regiões costeiras usadas para lançamento de ataques contra embarcações.
Reação do Irã
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, acusou os EUA neste domingo de preparar uma ofensiva enquanto mantêm discurso de diálogo.
“O inimigo, abertamente, envia mensagens de negociação e diálogo, mas secretamente está planejando um ataque terrestre”, afirmou.
“Os EUA ‘não sabem que nossos homens estão esperando os soldados americanos entrarem em terra para incendiá-los e punir seus parceiros regionais para sempre’”, acrescentou.
Negociações e impasse
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Teerã não respondeu a uma proposta de paz com 15 pontos, embora haja “disposição para conversar sobre certas questões”.
Ghalibaf, por sua vez, acusou Washington de tentar obter na diplomacia o que não conseguiu militarmente e rejeitou qualquer possibilidade de concessão.
“Enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, a resposta de seus filhos a esses desejos é clara. Nunca aceitaremos humilhação”, disse.
Fonte: O Antagonista



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