Política

3/Política/post-list

Editors Choice

3/recent/post-list

Geral

3/GERAL/post-list

Mundo

3/Mundo/post-list
Na Mira do Povo

Irã promete vingança: “Cada gota de sangue tem seu preço”

Ministro da Inteligência e chefe do Conselho de Segurança Nacional são mortos em bombardeios; líder iraniano avisa que responsáveis pagarão. Foto: RS/Fotos Públicas

Porto Velho, RO - O Irã perdeu dois dos seus mais altos funcionários em menos de 24 horas. Nesta quarta-feira, 18, o ministro da Inteligência, Esmail Khatib, foi morto em um bombardeio noturno atribuído a Israel. Ali Larijani, chefe do Conselho Superior de Segurança Nacional iraniano, também havia sido assassinado em circunstâncias semelhantes.

O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, confirmou a morte de Khatib e declarou que seu governo autorizou as Forças Armadas a atacar qualquer liderança da república islâmica que esteja na mira das operações militares. A afirmação sinaliza uma estratégia deliberada de decapitação do aparato de segurança iraniano.

Ameaças e reações em Teerã

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que não apareceu em público desde que assumiu o cargo, reagiu com uma declaração direta: “Cada gota de sangue derramada tem seu preço e os assassinos criminosos desses mártires terão que pagá-lo em breve”.

O ditador iraniano Masoud Pezeshkian também se pronunciou. Ele advertiu que os ataques à infraestrutura energética do país poderiam gerar “consequências incontroláveis”, após o campo de gás South Pars-North Dome ser alvo de uma ofensiva. A instalação é uma das mais relevantes para a produção energética iraniana e de países do Golfo Pérsico.


A Guarda Revolucionária assumiu a autoria de bombardeios que deixaram ao menos dois mortos na região de Tel Aviv nesta quarta, e anunciou que vai “vingar o sangue” das autoridades mortas. O chanceler Abbas Araghchi publicou no X que “a onda de repercussões está apenas começando e atingirá todo o mundo, sem distinção de riqueza, crenças ou raça”.

Regime permanece “intacto”

Em Teerã, uma multidão se reuniu para o funeral de Larijani e de Gholamereza Soleimani, líder de uma força paramilitar iraniana. Na cerimônia, foram homenageados também os mais de 80 marinheiros mortos quando uma fragata iraniana foi afundada por um submarino dos Estados Unidos na costa do Sri Lanka, duas semanas antes. Os caixões, cobertos com bandeiras do Irã, foram conduzidos em procissão, com enlutados exibindo fotos do falecido aiatolá Ali Khamenei.

A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, avaliou que o governo iraniano sofreu “duros golpes” e se encontra fragilizado, embora afirme que o regime permanece “intacto”. A declaração reflete a leitura americana de que, apesar das perdas, o Irã mantém estrutura suficiente para continuar operando — e reagindo.

Fonte: O ANATAGONISTA

Postar um comentário

0 Comentários