Agência ligada ao regime afirma que residência em Narnak foi atingida e que ex-presidente do Irã foi morto em ataque. Foto: Daniella Zalcman/Wikipedia
Porto Velho, RO - Mahmoud Ahmadinejad (foto), que ocupou a Presidência do Irã entre 2005 e 2013, foi morto em um ataque aéreo conjunto de Israel e dos Estados Unidos, segundo informou no domingo a Iranian Labor News Agency, ligada ao regime.
De acordo com a agência, a ofensiva atingiu a residência do ex-presidente em Narnak, no nordeste de Teerã, matando também vários de seus seguranças.
A imprensa iraniana também relatou que Ahmadinejad “foi morto junto com seus guarda-costas em um ataque com míssil do regime sionista e dos Estados Unidos”.
O jornal israelense Maariv afirmou que ele estava em prisão domiciliar no momento do bombardeio e que a ação teria sido direcionada à sua casa.
Ahmadinejad foi o sexto presidente da República Islâmica. Antes de chegar ao cargo, atuou como governador da província de Ardabil e prefeito de Teerã, de onde emergiu para derrotar Akbar Hashemi Rafsanjani em um segundo turno inesperado, em 2005.
Durante seus dois mandatos, tornou-se o principal rosto do programa nuclear iraniano e da retórica de confronto com o Ocidente. Foi considerado um dos adversários mais duros de Israel e ganhou notoriedade internacional por declarações antissemitas e por negar o Holocausto.
Em 2005, durante a conferência “Um Mundo Sem Sionismo”, citou o aiatolá Khomeini ao se referir a Israel como “o regime ocupante de Jerusalém” e um “tumor canceroso vergonhoso” que “deve ser apagado do mapa”.
Morte de Khamenei
Muitas horas após o início dos ataques, a mídia estatal iraniana finalmente confirmou a morte do líder supremo Ali Khamenei, de 86 anos. Também teriam morrido uma de suas filhas, um neto, um genro e uma nora.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia anunciado que “Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, está morto”.
O gabinte do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, emitiu uma nota e classificou o assassinato como “uma declaração de guerra contra os muçulmanos” e afirmou que vingar Khamenei é um dever e direito legítimo da República Islâmica:
“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os autores e mentores deste crime histórico.”
O príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi comemorou a morte:
“Ali Khamenei, o sanguinário Zahhak de nosso tempo, o assassino de dezenas de milhares dos filhos mais valentes do Irã, foi apagado da página da história. Com sua morte, a República Islâmica atingiu, na prática, seu fim e em breve será lançada no lixo da história.”
Fonte: O Antagonista



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