Em entrevista à Fox News, presidente americano diz que CIA teria informações que confirmam a especulação. Foto: RS/Fotos Públicas
Porto Velho, RO - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira ter recebido da CIA a informação de que Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, é gay. A declaração foi feita em entrevista à Fox News, e não veio acompanhada de qualquer evidência ou documentação de suporte.
Trump disse que a CIA não seria a única fonte da alegação. “Muita gente” também comentaria sobre o assunto, segundo ele.
A informação teria chegado a ele ainda este mês. O New York Post relatou que a inteligência dos EUA havia alertado o presidente sobre a possível homossexualidade de Mojtaba. Segundo o jornal, Trump teria ficado surpreso e dado risada com a especulação.
O presidente aproveitou para mencionar a repressão a homossexuais em territórios palestinos e afirmou que, diante desse contexto, a orientação sexual do novo líder iraniano seria um “começo ruim” para o país.
Homossexualidade e a lei islâmica no Irã
No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são crime sob a sharia, adotada como base jurídica após a Revolução de 1979. A pena para relações entre homens pode chegar à morte por enforcamento; entre mulheres, à flagelação — com possibilidade de execução em caso de reincidência.
Desde 1979, organizações internacionais de direitos humanos registraram centenas de execuções por acusações ligadas à homossexualidade no país. O governo iraniano costuma contestar esses números ou reclassificar os casos sob outras tipificações criminais.
Quem é Mojtaba Khamenei
Mojtaba, 56 anos, é filho do aiatolá Ali Khamenei, que morreu em 28 de fevereiro deste ano em um ataque militar atribuído conjuntamente a Estados Unidos e Israel. A Assembleia de Especialistas do Irã formalizou sua nomeação como líder supremo em 8 de março.
O novo chefe de Estado iraniano é associado a posições políticas rígidas e mantém vínculos estreitos com a Guarda Revolucionária Islâmica, o braço armado e político mais influente do regime. Analistas ouvidos pela imprensa internacional descrevem sua ascensão como um sinal de que o sistema político de Teerã não deve passar por mudanças de direção, mesmo diante da pressão militar e diplomática externa.
Fonte: O Antagonista



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