Dois meses depois da final da Copa Africana de Nações, confederação reverteu o resultado. Torcedores de Senegal comemoram título da seleção
Porto Velho, RO - A Federação Senegalesa de Futebol anunciou nesta quinta-feira, 19, que vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), em Lausanne, na Suíça, contra a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF), que transferiu ao Marrocos o título da Copa Africana de Nações de 2025 — conquistado por Senegal em campo.
A entidade senegalesa formalizou a contratação de uma equipe de advogados com mandato considerado de urgência. Em nota, a FSF declarou que “utilizará todos os meios legais, institucionais e jurisdicionais necessários para fazer valer seus direitos e restabelecer a equidade no esporte”.
A resolução da CAF foi notificada no dia 17 deste mês, com base nos artigos 82 e 84 do regulamento da competição.
O artigo 82 proíbe que equipes deixem o gramado antes do término da partida sem autorização do árbitro. O artigo 84 estabelece que a infração implica eliminação e derrota por 3 a 0. O Comitê Executivo da FSF classificou a decisão como “injusta” e afirmou rejeitá-la.
O presidente da federação senegalesa, Abdoulaye Fall, foi além: “O Senegal permanecerá de pé”, disse, acrescentando que a seleção “é a única e verdadeira vencedora da Copa Africana de Nações de 2025, um título conquistado em campo”.
O que aconteceu na final de janeiro
A partida entre Marrocos e Senegal foi marcada por episódios que resultaram na contestação do resultado. O jogo estava empatado sem gols quando, aos 47 minutos do segundo tempo, o árbitro congolês Jean-Jacques Ndala assinalou falta que terminou com gol senegalês. Minutos depois, aos 52, um lance envolvendo o atacante Brahim Díaz, do Real Madrid, gerou ainda mais controvérsia.
Após consulta ao VAR, o árbitro marcou pênalti para o Marrocos. A decisão provocou reação dos jogadores senegaleses, parte dos quais deixou o campo em sinal de protesto. O capitão Sadio Mané, do Al-Nassr, foi ao vestiário e convenceu os companheiros a retornar ao gramado — episódio que seria o fundamento jurídico da punição aplicada pela CAF.
Brahim Díaz, artilheiro do torneio, cobrou o pênalti com uma cavadinha e viu o goleiro Mendy defender sem dificuldade. O Senegal aproveitou o momento e, na prorrogação, marcou o gol do título com Papa Gueye, que acertou o ângulo de fora da área. A vitória por 1 a 0 representou o segundo título senegalês na Copa Africana de Nações, após o conquistado na edição de 2021/2022.
Marrocos comemora; técnico convoca
Do lado marroquino, o novo técnico da seleção, Mohamed Ouahbi, recebeu a decisão da CAF como positiva. “Gostaria de parabenizar todos os marroquinos, a comissão técnica, os jogadores e a Federação pela boa notícia que recebemos há dois dias e que é realmente merecida”, declarou durante a apresentação de sua primeira lista de convocados.
Fonte: O Antagonista



0 Comentários