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Na Mira do Povo

TCE-RO aponta falhas em políticas públicas da Primeira Infância e faz recomendações a municípios de Rondônia


Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia divulgou decisão que revela fragilidades na execução de políticas públicas voltadas à primeira infância em diversos municípios do estado. A análise foi feita por meio de uma auditoria operacional que avaliou a eficiência e a eficácia das ações governamentais direcionadas a crianças de 0 a 6 anos.
 
Auditoria identifica problemas estruturais

De acordo com o acórdão, a auditoria constatou falhas importantes na gestão e na articulação entre setores essenciais, como saúde, educação e assistência social. Entre os principais problemas identificados estão:
  • Falta de integração entre os órgãos públicos;
  • Deficiência na coleta e uso de dados para planejamento;
  • Ausência de diagnósticos atualizados sobre a realidade das famílias;
  • Fragilidade nos indicadores de შედეგado;
  • Problemas na execução de visitas domiciliares e ações de busca ativa.
Segundo o relator, Omar Pires Dias, essas falhas comprometem diretamente a efetividade das políticas públicas e dificultam o atendimento integral às crianças em situação de vulnerabilidade.
 
Municípios avaliados

A auditoria envolveu os municípios de:
  • Ariquemes
  • Candeias do Jamari
  • Guajará-Mirim
  • Ouro Preto do Oeste
  • Porto Velho
Além disso, o trabalho contou com participação de instituições nacionais como a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil e o Instituto Rui Barbosa.
 
Recomendações do TCE-RO

Apesar de considerar cumprido o objetivo da auditoria, o TCE-RO emitiu uma série de recomendações para melhorar a gestão das políticas públicas da primeira infância. Entre as principais medidas estão:
  • Implantação ou fortalecimento do programa Criança Feliz;
  • Criação de rotinas padronizadas para registro de visitas domiciliares;
  • Elaboração de diagnósticos socioterritoriais integrados;
  • Definição de indicadores locais para monitoramento de resultados;
  • Criação de comitês intersetoriais permanentes nos municípios;
  • Reforço na estrutura das equipes de saúde e assistência social;
  • Investimento em capacitação e infraestrutura.
Falta de estrutura compromete atendimento

O relatório também destacou a insuficiência de recursos humanos, falta de capacitação profissional e carência de estrutura logística como fatores que prejudicam a execução das políticas públicas.

Além disso, a ausência de planejamento baseado em dados concretos dificulta a identificação de famílias em situação de maior vulnerabilidade, comprometendo a efetividade das ações.
 
Fiscalização continuará

O TCE-RO informou que vai acompanhar o cumprimento das recomendações por meio da análise das prestações de contas dos municípios. O objetivo é verificar se houve avanços na governança e na qualidade dos serviços prestados à população infantil.

A decisão também foi encaminhada a autoridades estaduais, como o governador Marcos Rocha, e a órgãos de controle e proteção à infância, para que adotem medidas dentro de suas competências.

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