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Na Mira do Povo

TCE-RO aponta falhas no Portal da Transparência da Saúde de Ji-Paraná, mas decide arquivar processo


Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) identificou falhas no Portal da Transparência do Fundo Municipal de Saúde de Ji-Paraná, relacionadas à divulgação de informações obrigatórias ao cidadão. Apesar disso, a Corte decidiu arquivar o processo, considerando que o tema será analisado novamente na prestação de contas do exercício seguinte.

A decisão foi tomada de forma monocrática pelo conselheiro relator Paulo Curi Neto, no âmbito do Processo nº 03016/2024, que acompanha a prestação de contas de gestão do Fundo Municipal de Saúde de Ji-Paraná referente ao exercício de 2023.
 
Contas foram consideradas regulares, mas com determinações

As contas analisadas já haviam sido julgadas regulares pelo TCE-RO por meio do Acórdão AC2-TC 00088/25. No entanto, o tribunal identificou omissões na transparência de informações públicas, especialmente no portal eletrônico da saúde municipal.

Diante disso, o tribunal determinou que o gestor do fundo, o secretário municipal de saúde Cristiano Ramos Pereira, realizasse ajustes no Portal da Transparência em até 30 dias.

Entre as exigências estavam:
  • Publicação do resultado do julgamento das contas pelo TCE-RO ou justificativa caso não houvesse decisão;
  • Divulgação da lista de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Informações claras sobre como obter medicamentos, inclusive os de alto custo.
Tribunal identifica cumprimento parcial das determinações

Após o prazo, o corpo técnico do tribunal verificou que parte das determinações foi atendida, mas ainda havia problemas de transparência.

Entre os principais pontos identificados:

Cumprimento parcial:
  • A lista de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde foi publicada.
Pendências encontradas:
  • Falta de orientações sobre como obter medicamentos de alto custo;
  • Informações sobre o julgamento das contas pelo TCE-RO estavam incompletas ou em local de difícil acesso no portal.
Segundo os técnicos, esses dados deveriam estar disponíveis em seções claras e de fácil localização, para garantir transparência e acesso público.
 
Divergência entre técnicos e Ministério Público de Contas

Durante a análise do caso, houve divergência entre os órgãos de controle.

O Ministério Público de Contas (MPC), por meio de parecer da procuradora Érika Patrícia Saldanha de Oliveira, defendeu que fosse concedido novo prazo para correção das falhas.

Já o corpo técnico do tribunal avaliou que não seria necessário repetir as determinações, pois o mesmo tema já está sendo analisado na prestação de contas de 2024.
 
Processo é arquivado, mas fiscalização continua

Ao decidir o caso, o conselheiro Paulo Curi Neto concordou com o entendimento técnico e destacou que repetir as determinações poderia gerar sobreposição de fiscalização e gasto desnecessário de recursos públicos.

Por isso, o tribunal decidiu:
  • considerar parcialmente cumprida a determinação sobre a divulgação de medicamentos;
  • reconhecer o descumprimento da divulgação adequada do julgamento das contas;
  • não aplicar novas medidas neste processo;
  • arquivar os autos, acompanhando a situação na prestação de contas do exercício de 2024.
Transparência continua sob monitoramento

Apesar do arquivamento do processo, o TCE-RO continuará monitorando a transparência das informações da saúde municipal de Ji-Paraná.

As eventuais correções e melhorias no portal deverão ser avaliadas na próxima análise das contas do município, garantindo que a população tenha acesso claro às informações sobre gastos públicos e medicamentos do SUS.

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