Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) identificou irregularidades em um pregão eletrônico para compra de máquinas agrícolas e de construção, conduzido pela Secretaria de Estado da Agricultura de Rondônia (SEAGRI). Apesar das falhas, o órgão decidiu não aplicar penalidades aos gestores envolvidos.
A decisão foi tomada por unanimidade durante sessão da 2ª Câmara, sob relatoria do conselheiro Francisco Carvalho da Silva.
ENTENDA O CASO
O processo analisou o Pregão Eletrônico nº 90.210/2025, que previa:
- Registro de preços
- Compra futura de máquinas agrícolas
- Aquisição de equipamentos de construção
IRREGULARIDADES FORAM CONFIRMADAS
Mesmo com a revogação do processo pela própria administração, o TCE-RO decidiu analisar o mérito e concluiu que houve falhas no edital.
Entre os principais problemas identificados:
- Deficiências no planejamento da contratação
- Fragilidades na governança do processo licitatório
- Inconsistências técnicas apontadas em relatório especializado
Apesar das irregularidades, o Tribunal optou por não punir os responsáveis, incluindo o secretário da pasta, Luiz Paulo da Silva Batista.
Segundo o acórdão:
- Não houve comprovação de dolo ou má-fé
- Não foi identificado prejuízo aos cofres públicos
- Os gestores agiram com transparência ao revogar o edital
O pregão acabou sendo revogado pela própria administração, o que levou o TCE-RO a declarar:
- Perda da utilidade da medida cautelar anterior
- Encerramento do processo após análise técnica
Mesmo sem punição, o Tribunal fez alertas importantes aos gestores públicos:
- Melhorar o planejamento das contratações
- Reforçar a governança e controle dos processos
- Seguir orientações técnicas antes da publicação de editais
O QUE MUDA NA PRÁTICA
Com a decisão:
Com a decisão:
- O processo foi arquivado
- Um novo edital poderá ser lançado, com correções
- Órgãos de controle devem acompanhar futuras contratações
TCE-RO identifica irregularidades em licitação da SEAGRI
Pregão envolvia compra de máquinas agrícolas e de construção
Gestores não foram punidos por ausência de má-fé
Processo foi revogado pela administração
Tribunal emite recomendações para evitar novos erros



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