
Entenda o caso
A investigação teve início após denúncia de uma empresa sobre possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 65/2025, que previa a compra de equipamentos para adequação de veículos escolares às normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Entre os problemas apontados estavam:
- Permissão de envio de documentos fora do prazo;
- Revogação do processo licitatório sem análise de recurso;
- Possível favorecimento indevido.
Segundo o TCE-RO, o processo foi analisado como um Procedimento Apuratório Preliminar (PAP) — uma etapa inicial que avalia se há elementos suficientes para uma investigação mais aprofundada.
O resultado:
- A denúncia atingiu pontuação suficiente em critérios como relevância e risco;
- Porém, não alcançou o mínimo exigido na matriz GUT (gravidade, urgência e tendência).
Licitação foi cancelada por motivo inesperado
Durante a análise, foi constatado que a própria Prefeitura revogou a licitação após descobrir que os materiais que seriam comprados já existiam no estoque da Secretaria de Educação.
Isso levantou um alerta:
- Possível falta de controle patrimonial;
- Indícios de falha no planejamento das compras públicas;
- Uso desnecessário de recursos administrativos.
Mesmo arquivando o caso, o Tribunal determinou que:
- O prefeito Giovan Damo;
- E a controladora municipal;
- Quem autorizou a abertura da licitação sem necessidade;
- Se houve desperdício de recursos públicos;
- E quais medidas devem ser adotadas para evitar novos erros.
O TCE foi claro:
. Mesmo sem investigação formal, a responsabilidade continua sendo da própria administração.
Se forem identificados prejuízos aos cofres públicos, o município poderá ter que:
- Abrir uma Tomada de Contas Especial;
- Identificar responsáveis;
- E buscar o ressarcimento dos valores.
Embora o caso tenha sido arquivado pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, a decisão expõe um problema recorrente na gestão pública: falta de planejamento e controle interno.
O resultado?
Tempo, recursos e esforços desperdiçados em uma licitação que nem precisava acontecer.
Agora, cabe à própria prefeitura investigar e corrigir as falhas — antes que o problema gere consequências mais graves.
Agora, cabe à própria prefeitura investigar e corrigir as falhas — antes que o problema gere consequências mais graves.



0 Comentários