TCE-RO manda citar gestores e empresa por falhas em contrato de R$ 21 milhões para manutenção de escolas em Rondônia

Editors Choice

3/recent/post-list

Geral

3/GERAL/post-list

Mundo

3/Mundo/post-list
Na Mira do Povo

TCE-RO manda citar gestores e empresa por falhas em contrato de R$ 21 milhões para manutenção de escolas em Rondônia

Porto Velho, RO - Uma decisão do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou a citação de gestores públicos e de uma empresa contratada para explicar possíveis irregularidades na execução de um contrato milionário destinado à manutenção de prédios escolares da rede estadual.

A decisão monocrática foi publicada no Diário Oficial da Corte de Contas e faz parte de um processo de fiscalização da execução do Contrato nº 904/2024, firmado pela Secretaria de Estado da Educação (SEDUC).
 
Contrato de R$ 21 milhões para manutenção de escolas

O contrato investigado tem valor global estimado em R$ 21 milhões e previa a prestação de serviços de engenharia para manutenção predial preventiva, corretiva e preditiva em escolas estaduais.

Os serviços incluíam:
  • fornecimento de materiais;
  • mão de obra especializada;
  • ferramentas e equipamentos;
  • manutenção e reforma de unidades escolares.
A empresa contratada foi a Terra Forte Eireli, responsável por obras e serviços em escolas localizadas nos municípios de:
  • Porto Velho
  • Guajará-Mirim
  • Nova Mamoré
  • Candeias do Jamari
  • Itapuã do Oeste
A contratação ocorreu por meio de Ata de Registro de Preços da Superintendência Estadual de Licitações (SUPEL).
 
TCE identifica baixa execução do contrato

Durante a fiscalização, técnicos do TCE-RO identificaram falhas na gestão e na fiscalização do contrato, além de indícios de inexecução parcial do objeto contratado.

Segundo o relatório técnico:
  • apenas 31,95% dos serviços chegaram a ser executados e medidos;
  • somente 17 serviços de manutenção foram concluídos;
  • o contrato envolvia 75 processos administrativos de obras e reformas.
Além disso:
  • 31 obras ficaram paralisadas ou abandonadas
  • 27 sequer chegaram a ser iniciadas
Na prática, o levantamento mostrou que apenas 9,26% do valor total contratado resultou em serviços efetivamente concluídos.
 
Contrato foi rescindido antes da conclusão

Outro ponto destacado pela equipe técnica é que o contrato acabou rescindido antes da conclusão integral dos serviços, mesmo após:
  • reajuste de valores;
  • prorrogação de prazo por meio de aditivos contratuais.
Apesar do cenário, o tribunal informou que não há comprovação de dano imediato ao erário até o momento, mas os indícios levantados justificam a continuidade da investigação.
 
Responsáveis terão que apresentar defesa

Diante das irregularidades apontadas, o relator do processo determinou a citação dos responsáveis para apresentação de justificativas no prazo de 15 dias.

Foram chamados a se manifestar:
  • ex-secretária de Educação, responsável pela gestão anterior do contrato;
  • atual secretária da SEDUC;
  • gerente de fiscalização de obras da secretaria;
  • empresa Terra Forte Eireli, responsável pela execução dos serviços.
O objetivo é garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme previsto na legislação.
 
Falhas apontadas na gestão e fiscalização

Entre os problemas identificados pelo tribunal estão:
  • ausência de designação formal de fiscal do contrato;
  • falta de acompanhamento efetivo da execução das obras;
  • ausência de registros formais das ocorrências durante a execução;
  • medições de serviços não realizadas regularmente;
  • falhas na cobrança da empresa para cumprimento do contrato.
Segundo os técnicos, essas fragilidades podem ter contribuído para o baixo desempenho da execução contratual.
 
TCE cobra explicações após rescisão do contrato

A decisão também determina que a atual secretária da Educação apresente documentos comprovando quais providências foram tomadas após a rescisão do contrato.

Entre as informações exigidas estão:
  • medidas para garantir a continuidade dos serviços;
  • uso da garantia contratual;
  • retenção de valores para cobrir eventuais prejuízos;
  • ações para apurar responsabilidades.
Caso as informações não sejam apresentadas, a gestora poderá ser multada pelo tribunal.
 
Fiscalização faz parte de controle da infraestrutura escolar

A fiscalização integra o Plano Integrado de Controle Externo (PICE) 2024-2025, que tem como objetivo verificar as condições de infraestrutura e manutenção das escolas públicas de Rondônia.

O processo segue em análise no TCE-RO e poderá resultar em:
  • responsabilização de gestores ou da empresa contratada;
  • aplicação de multas;
  • eventual determinação de ressarcimento aos cofres públicos.
Palavras-chave SEO:

TCE-RO, Tribunal de Contas de Rondônia, SEDUC RO, manutenção de escolas Rondônia, contrato de R$ 21 milhões, fiscalização TCE-RO, irregularidades em obras públicas, Terra Forte Eireli.

Postar um comentário

0 Comentários