Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia decidiu manter a penalidade aplicada a um ex-gestor da saúde de Porto Velho após identificar irregularidades graves na contratação de serviços públicos. A decisão consta no Acórdão nº 00021/26 e reforça o rigor do controle externo sobre a gestão pública.
ENTENDA O CASO
O recurso foi apresentado por um ex-diretor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, que tentou reverter decisão anterior do Tribunal. No entanto, segundo o TCE-RO, não foram apresentados novos elementos capazes de mudar o entendimento já firmado.
IRREGULARIDADES IDENTIFICADAS
A Corte de Contas apontou uma série de falhas na gestão, entre elas:
❌ Contratações sem licitação, baseadas em situação emergencial considerada irregular;
❌ Pagamentos sem contrato formal;
❌ Despesas realizadas sem prévio empenho;
❌ Falta de planejamento administrativo, gerando atrasos em processos licitatórios.
De acordo com o Tribunal, essas práticas violam princípios constitucionais e regras previstas na Lei nº 8.666/1993 e na Lei nº 14.133/2021.
DECISÃO DO TCE-RO
Após análise, o Tribunal decidiu:
- Conhecer o recurso (Pedido de Reexame);
- Negar o pedido, mantendo integralmente a decisão anterior;
- Manter a multa aplicada ao gestor, considerada proporcional e legal.
RESPONSABILIZAÇÃO POR OMISSÃO
Um dos pontos centrais da decisão foi a omissão do gestor, que deixou de agir no momento adequado para evitar irregularidades. Segundo o relator, isso contribuiu diretamente para:
Um dos pontos centrais da decisão foi a omissão do gestor, que deixou de agir no momento adequado para evitar irregularidades. Segundo o relator, isso contribuiu diretamente para:
- contratações precárias,
- falhas na execução de serviços,
- e possíveis prejuízos à administração pública.
IMPACTO DA DECISÃO
A decisão reforça que:
A decisão reforça que:
- gestores públicos devem agir com planejamento e responsabilidade;
- falhas na condução de licitações podem gerar sanções e multas;
- recursos sem provas concretas dificilmente revertem decisões já consolidadas.
CONCLUSÃO
Com o recurso negado, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia reafirma seu papel de fiscalização e deixa claro que irregularidades na gestão da saúde pública não serão toleradas, especialmente quando envolvem falta de planejamento e descumprimento da legislação.
Com o recurso negado, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia reafirma seu papel de fiscalização e deixa claro que irregularidades na gestão da saúde pública não serão toleradas, especialmente quando envolvem falta de planejamento e descumprimento da legislação.



0 Comentários