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Na Mira do Povo

Irã propõe pausa nuclear de 5 anos; EUA exigem 20

Diferença de prazos revela impasse nas negociações em Islamabad, mas mantém aberta a via diplomática. Negociações entre EUA e Irã são difíceis, mas continuam

Porto Velho, RO - O Irã apresentou nesta segunda-feira, 13, uma contraproposta para suspender suas atividades nucleares por cinco anos — menos de um quarto do prazo de 20 anos exigido pelos Estados Unidos nas negociações realizadas no fim de semana em Islamabad. As conversas diretas, mediadas pelo Paquistão, encerraram-se sem acordo após 21 horas, mas a troca de propostas com prazos concretos indica que o diálogo entre as duas partes permanece em aberto.

O que cada lado quer

A distância entre as posições vai além do tempo de suspensão. Washington exige também a retirada de todo o urânio enriquecido do território iraniano — estimado em cerca de 440 kg. Teerã rejeita essa condição e propõe, em vez disso, diluir o material a um nível que inviabilize seu uso em armamento, proposta já apresentada em rodadas anteriores e recusada pelos americanos.

A questão do material enriquecido é central. Nos termos do acordo internacional de 2015 — hoje extinto —, a Rússia chegou a receber 11 toneladas de urânio iraniano como parte do pacto. Moscou voltou a se oferecer para cumprir esse papel em um eventual novo entendimento, posição que os americanos ainda não aceitaram formalmente.

Delegação americana saiu, bloqueio naval começou

As negociações em Islamabad terminaram de forma abrupta. Segundo O Globo, fontes com acesso às discussões garantem que os representantes iranianos acreditavam, até a manhã de domingo, 12, que um acordo preliminar era possível. A saída da delegação americana, anunciada pelo vice-presidente JD Vance em coletiva de imprensa, os surpreendeu. “Os iranianos ficaram furiosos com aquela entrevista coletiva”, disse uma fonte ao portal Axios.

Horas depois do encerramento das conversas, o presidente Donald Trump anunciou um bloqueio naval aos portos iranianos, que entrou em vigor na segunda-feira. Trump também chegou a afirmar, durante os ataques de junho do ano anterior, ter “obliterado” o programa nuclear do Irã — avaliação que seus próprios serviços de inteligência não confirmaram.

Desconfiança como obstáculo

Diplomatas iranianos recordam que as duas rodadas anteriores de negociações foram interrompidas por ações militares, o que alimenta a desconfiança da delegação de Teerã.

O embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, publicou nota na rede social X afirmando que “as negociações de Islamabad lançaram as bases para um processo diplomático que, se a confiança e a vontade forem fortalecidas, poderá criar uma estrutura sustentável que atenda aos interesses de todas as partes”.

Fonte: O Antagonista

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