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Na Mira do Povo

“Libertamos a Hungria”, celebra opositor de Orbán

Em discurso, Péter Magyar promete reaproximar país da União Europeia e da Otan. Reprodução: X

Porto Velho, RO - Líder da oposição na Hungria, Péter Magyarvitorioso nas eleições parlamentares deste domingo, 12 –, afirmou que o resultado marca o fim de um ciclo político no país.
Em discurso a apoiadores em Budapeste, ele celebrou o desempenho de seu partido, o Tisza, que conquistou ampla maioria no Parlamento.

“Conseguimos: o Tisza e a Hungria ganharam estas eleições. Não por pouco, mas por uma margem enorme, uma vitória verdadeiramente esmagadora”, disse. Em outro momento, afirmou:

“Juntos, colocamos abaixo o regime de Orbán. Libertamos a Hungria, reconquistamos a nossa pátria.”

Magyar indicou que pretende reorientar a política externa do país e reforçar laços com a União Europeia e com a Otan.

“O lugar da nossa pátria era, é e sempre será na UE.”

O líder oposicionista também se mostrou disposto a reduzir tensões com países vizinhos e rever posições adotadas pelo governo Orbán em temas internacionais.

A vitória ocorre após alta participação eleitoral e ampla mobilização popular.

Com a maioria obtida, o partido Tisza deve assumir o controle do Parlamento e abre caminho para que Magyar se torne o próximo primeiro-ministro.

Governo de Orbán

No poder desde 2010, após um primeiro mandato entre 1998 e 2002, Orbán consolidou uma base política com forte viés nacionalista.

Durante esse período, promoveu mudanças institucionais, incluindo alterações na Constituição e medidas que afetaram o funcionamento do Judiciário e da imprensa.

O governo também adotou uma linha dura contra a imigração e manteve postura crítica em relação à União Europeia, o que gerou atritos com o bloco.

A campanha da oposição explorou temas como corrupção, inflação elevada e concentração de poder.

A economia, pressionada por índices de inflação acima da média europeia, foi um dos principais pontos de desgaste do governo.

Clã Bolsonaro

A Hungria ocupa um lugar importante na geopolítica da direita global.

Em março deste ano, Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, participou da CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora).

Na ocasião, afirmou que “a comunidade internacional se une em resgatar a democracia brasileira, trabalhando para que tenhamos eleições limpas e transparentes”.

Em 2024, o próprio Jair Bolsonaro passou dois dias na embaixada húngara em Brasília após a Polícia Federal apreender seu passaporte no âmbito da investigação sobre a trama golpista — investigação que culminaria, em 2025, em sua condenação.

O episódio foi interpretado no meio político como tentativa de se proteger de uma prisão naquele momento.

Fonte: O Antagonista

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