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Na Mira do Povo

TCE-RO aponta irregularidades em contas do instituto de previdência de Ouro Preto do Oeste e manda citar responsáveis

Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) identificou possíveis irregularidades na prestação de contas do exercício de 2024 do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Ouro Preto do Oeste (IPSM). A decisão foi proferida em caráter monocrático e determina a abertura de prazo para que os responsáveis apresentem defesa.
 
Análise preliminar aponta falhas na gestão

De acordo com o processo nº 04448/2025, a equipe técnica do TCE-RO encontrou indícios de impropriedades na gestão do instituto previdenciário. Diante disso, o relator, conselheiro Francisco Carvalho da Silva, determinou a citação dos gestores para garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a Constituição Federal.
 
Principais irregularidades encontradas

Entre os problemas identificados pela auditoria, destacam-se:
 
Despesas administrativas acima do limite legal
  • O instituto pode ter ultrapassado o percentual permitido por lei para gastos administrativos, o que compromete o equilíbrio financeiro da previdência.
Descumprimento de determinações do TCE-RO
  • A gestão não teria atendido recomendações anteriores da Corte de Contas, o que pode agravar a situação dos responsáveis.
Falta de segregação de recursos previdenciários
  • Foi constatada possível irregularidade no depósito de valores destinados ao déficit atuarial, que não teriam sido mantidos em conta específica, como exige a legislação.
Problemas no Portal da Transparência
  • Também foram identificadas falhas na divulgação de informações obrigatórias, prejudicando o acesso da população aos dados da gestão pública.
Responsáveis são chamados a se explicar

O presidente do instituto, Sebastião Pereira da Silva, foi apontado como principal responsável pelos achados. Já a controladora geral, Fabíula Lopes de Oliveira, responde solidariamente por parte das irregularidades, especialmente aquelas relacionadas à transparência.

Ambos terão prazo de 15 dias para apresentar justificativas e documentos que possam esclarecer ou corrigir as falhas apontadas.
 
Próximos passos do processo

Após a apresentação das defesas — ou caso não haja manifestação — o processo seguirá para nova análise técnica e posteriormente será encaminhado ao Ministério Público de Contas. Só então haverá decisão definitiva sobre a regularidade das contas.
 
Impacto e importância do caso

O caso acende um alerta sobre a gestão dos recursos previdenciários municipais, que são fundamentais para garantir o pagamento de aposentadorias e pensões. Irregularidades nesse tipo de órgão podem comprometer diretamente a segurança financeira dos servidores públicos.

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