Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) decidiu julgar regulares com ressalvas as contas do Instituto de Previdência dos Servidores de Ji-Paraná (IPREJI), referentes ao exercício de 2022. A decisão reconhece que houve falhas, mas sem comprometer totalmente a gestão.
Apesar da aprovação, o TCE-RO apontou irregularidades relevantes que exigem correção:
1. Falta de recenseamento previdenciário
O Instituto não realizou o recenseamento dos segurados nos últimos cinco anos — uma obrigação legal essencial para:
- evitar pagamentos indevidos;
- manter dados atualizados;
- garantir cálculos atuariais corretos.
2. Inconsistências nas informações contábeis
Auditoria detectou divergências de R$ 2,3 milhões entre:
- a Demonstração das Variações Patrimoniais;
- o Relatório de Investimentos.
3. Falta de transparência
O IPREJI não disponibilizou documentos obrigatórios no Portal da Transparência, incluindo decisões anteriores do próprio Tribunal.
Isso dificulta:
- o controle social;
- a fiscalização por órgãos competentes;
- o acesso da população às informações públicas.
O TCE-RO também identificou que uma determinação antiga não foi cumprida, relacionada à avaliação da meta atuarial dos investimentos.
Isso acende alerta para possível impacto futuro nas contas do instituto.
Decisão: aprovação com ressalvas
Mesmo com os problemas, o Tribunal entendeu que:
- as falhas são de natureza formal;
- não houve comprovação de dano direto ao erário;
- a gestão, no geral, manteve regularidade.
Determinações e prazos
O TCE-RO determinou que o IPREJI corrija as falhas:
- 30 dias: publicar acórdãos pendentes no Portal da Transparência
- 90 dias: corrigir e republicar o Relatório de Investimentos
O Tribunal foi claro:
Se o recenseamento previdenciário continuar sendo ignorado, as próximas contas podem ser reprovadas.
Entenda o impacto
Esse tipo de decisão mostra um padrão comum:
- contas aprovadas, mas com alertas importantes;
- falhas que não geram punição imediata, mas podem trazer riscos futuros.
No caso da previdência, erros acumulados podem afetar diretamente:
- aposentadorias;
- equilíbrio financeiro;
- segurança dos servidores públicos.



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