
Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou a concessão de um novo prazo de 15 dias para que a Prefeitura de Monte Negro apresente um plano de ação voltado à melhoria da administração tributária municipal. A decisão foi tomada após o município não cumprir o prazo inicial estabelecido pela Corte.
Entenda o caso
De acordo com a decisão monocrática, o processo trata do monitoramento do cumprimento do Acórdão APL-TC 00129/25, que obrigava o município a elaborar um plano para corrigir falhas na gestão tributária.
O objetivo dessas medidas é fortalecer áreas estratégicas como:
- arrecadação de impostos;
- organização administrativa;
- qualificação de servidores;
- modernização de sistemas;
- controle interno e governança fiscal.
TCE-RO alerta para riscos com a Reforma Tributária
Um dos pontos mais críticos destacados pelo Tribunal envolve os impactos da Reforma Tributária. Segundo o TCE-RO, a ausência de planejamento pode prejudicar diretamente a arrecadação futura do município.
Isso porque a distribuição de recursos do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) levará em conta o histórico de arrecadação do ISS. Ou seja, municípios que não se estruturarem podem perder receita.
Novo prazo antes de punição
Mesmo diante do descumprimento, o relator do caso, conselheiro José Euler Potyguara Pereira de Mello, optou por conceder uma nova সুযোগ ao município, com base nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.
Agora, a gestão municipal deverá, em até 15 dias:
- apresentar o plano de ação completo;
- ou comprovar medidas já adotadas;
- ou justificar a necessidade de mais prazo.
Controle interno também será cobrado
A decisão também determina que o responsável pelo controle interno do município acompanhe a execução das ações e envie relatórios ao TCE-RO, reforçando a fiscalização sobre a gestão pública.
Fiscalização segue em andamento
O caso faz parte de um levantamento mais amplo realizado pelo Tribunal em 52 municípios de Rondônia, com foco na eficiência das administrações tributárias locais.
A expectativa é que os municípios se adequem às exigências para garantir equilíbrio fiscal e evitar prejuízos futuros.



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