O que foi identificado
Durante a inspeção técnica, o Tribunal constatou o descumprimento de uma determinação anterior, que exigia a inclusão de informações detalhadas nos relatórios de gestão sobre providências adotadas em relação a irregularidades já apontadas.
Segundo o relatório:
. Das 9 determinações monitoradas pelo TCE-RO:
- 7 foram cumpridas;
- 1 está em andamento;
- 1 não foi cumprida — justamente a que exigia registros analíticos detalhados.
Irregularidade envolve relatórios de gestão
O problema identificado está na ausência de registros analíticos obrigatórios nos relatórios de gestão do DER-RO. Esses dados deveriam detalhar quais medidas foram adotadas para corrigir falhas anteriores apontadas pelo próprio Tribunal.
A determinação descumprida havia sido estabelecida em decisão anterior (DM 0055/2024), mas, segundo a auditoria, as informações não foram incluídas nem nos relatórios oficiais nem nos sistemas internos.
Quem deve se explicar
O TCE-RO determinou a realização de audiência para que dois responsáveis apresentem defesa:
- Eder André Fernandes Dias – Diretor-Geral do DER-RO em 2024;
- Eliane Aparecida Adão Basílio – Controladora Interna.
- O diretor-geral teria se omitido ao não garantir a inclusão das informações exigidas;
- A controladora interna falhou no dever de fiscalização e controle.
A Corte de Contas destacou que o descumprimento de determinações pode gerar responsabilização administrativa, já que os gestores têm obrigação legal de garantir a qualidade e a integridade das informações prestadas.
Além disso, foi ressaltado que:
- A omissão compromete o controle externo;
- Pode indicar falhas na governança e na gestão pública;
- Exige apuração com direito ao contraditório e ampla defesa.
Um ponto importante da decisão foi o reconhecimento de que as contas do DER-RO foram analisadas em conjunto com o Fundo de Infraestrutura (FITHA). Isso ocorreu porque:
- Há interdependência entre os atos administrativos;
- A análise consolidada permite uma visão mais completa da gestão dos recursos públicos.
Os responsáveis terão 15 dias para apresentar justificativas e documentos ao Tribunal. Caso não sejam localizados, o processo poderá seguir com citação por edital e até com atuação da Defensoria Pública.
O que acontece agora
Após a fase de defesa:
- O processo retorna à área técnica do TCE-RO;
- Segue para análise do Ministério Público de Contas;
- Posteriormente, será julgado quanto à regularidade das contas.
O TCE-RO reforçou que decisões como essa visam garantir maior transparência, responsabilidade e eficiência na gestão pública, especialmente no uso de recursos estaduais.
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