Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia determinou a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 104/2025 da Prefeitura de Presidente Médici após identificar fortes indícios de irregularidades no processo licitatório.
A decisão foi proferida no Processo nº 0741/26 pelo conselheiro José Euler Potyguara Pereira de Mello e inclui a concessão de tutela provisória de urgência, medida usada para evitar prejuízos imediatos aos cofres públicos.
O QUE ESTÁ EM INVESTIGAÇÃO
A licitação tinha como objetivo o registro de preços para contratação de empresa de autogestão de frota, serviço responsável pelo gerenciamento de abastecimento, manutenção e controle de veículos públicos.
A denúncia foi apresentada pela empresa Uzzipay Administradora de Convênios Ltda., que apontou possíveis irregularidades no edital e na condução do certame pela Prefeitura Municipal de Presidente Médici.
PRINCIPAIS IRREGULARIDADES APONTADAS
O TCE-RO identificou problemas que podem comprometer a legalidade da licitação:
❌ Falta de transparência na “prova de conceito”
- Não houve divulgação prévia de critérios técnicos claros
- Avaliação pode ter sido feita de forma subjetiva
- Definição de limites para taxa de administração durante a sessão
- Situação considerada alteração indevida do edital
- Empresas fizeram pedidos de esclarecimento sem retorno oficial
- Violação ao direito à informação e à transparência
- Dúvidas sobre faturamento e tributos
- Pode ter prejudicado a elaboração correta das propostas
DECISÃO: LICITAÇÃO SUSPENSA
Diante dos indícios, o Tribunal determinou:
- Suspensão imediata do pregão e de todos os atos posteriores
- Envio completo do processo ao TCE-RO
- Prazo de 5 dias para apresentação de explicações pelos responsáveis
POR QUE A DECISÃO FOI TOMADA?
Segundo o TCE-RO, existem dois fatores principais:
✔️ Probabilidade de irregularidades (fumus boni iuris)
✔️ Risco de dano ao erário (periculum in mora)
Ou seja: havia risco concreto de o contrato ser assinado com falhas, gerando prejuízo aos cofres públicos.
IMPACTO NA LICITAÇÃO
O certame já estava homologado, com proposta vencedora apresentando taxa de administração extremamente baixa (0,01%), o que também levantou dúvidas sobre a viabilidade econômica.
Além disso, apenas poucas empresas permaneceram na disputa após critérios considerados restritivos.
O QUE ACONTECE AGORA?
A partir da decisão:
- O processo ficará paralisado até nova análise do TCE-RO
- Os responsáveis deverão prestar esclarecimentos
- Anular a licitação
- Determinar correções no edital
- Aplicar sanções aos responsáveis
TCE-RO suspende licitação em Presidente Médici por irregularidades
Pregão envolvia contrato de gestão de frota
Falhas incluem falta de transparência e mudança de regras
Tribunal identifica risco de prejuízo aos cofres públicos
Processo está suspenso até nova decisão



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