Postagem foi feita na Truth Social após reunião a portas fechadas com Mark Rutte. Foto: Molly Riley,/ White House)
Porto Velho, RO - O presidente americano, Donald Trump (foto), voltou a criticar a Otan nesta quarta-feira, 8, após uma reunião a portas fechadas com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, na Casa Branca.
A visita ocorre em meio à crescente tensão entre a Casa Branca e a aliança.
Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que a Otan “não estava lá” quando os Estados Unidos precisaram da aliança para liberar o Estreito de Ormuz e que “não estará se precisarmos novamente”.
Na mesma postagem, o presidente americano também se referiu à Groenlândia como “um grande pedaço de gelo mal administrado”.
“A Otan não estava lá quando precisamos deles — e não estará se precisarmos novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal administrado!!!”
Mais cedo, a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, acusou a Otan de ter “dado as costas ao povo americano nas últimas semanas.”
Após o jantar, Rutte afirmou que o presidente americano está “está claramente desapontado com muitos aliados da OTAN, e eu entendo o ponto de vista dele”.
Em 1º de abril, Trump chegou a dizer que estava considerando seriamente retirar os Estados Unidos da aliança militar por falta de apoio à guerra no Irã.
Otan
Segundo o Wall Street Journal, Trump avalia medidas para punir países da Otan por falta de suporte militar na guerra contra o Irã.
O governo americano estudaria ações contra aliados considerados “prejudiciais” aos interesses dos Estados Unidos.
Entre as possibilidades, está o fechamento de uma base militar americana na Europa — possivelmente na Espanha ou na Alemanha.
Groenlândia
No início do ano, Trump descartou o uso da força para tomar a Groenlândia, mas afirmou buscar negociações imediatas para comprar a ilha.
“Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força excessiva, o que nos tornaria, francamente, imparáveis. Mas eu não farei isso“, disse.
Segundo o presidente, o objetivo dos Estados Unidos é garantir o controle de um território que classificou como um “bloco de gelo frio e mal localizado”, mas que, para ele, “pode desempenhar um papel vital na paz mundial e na proteção do planeta”.
A Dinamarca, que detém a soberania sobre a Groenlândia, rejeitou a possibilidade de negociar a venda da ilha. Em reação às ameaças de tarifas feitas por Washington, o Parlamento Europeu suspendeu a ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos.
Desde então, o assunto não havia retornado ao debate público.
Fonte: O Antagonista



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