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Na Mira do Povo

UE faz campanha pelo “Fica em casa” em meio à crise energética

Comissário europeu defende trabalho remoto, menos voos e aceleração de renováveis após reunião extraordinária de ministros em Bruxelas. Dan Jorgensen, comissário europeu de Energia

Porto Velho, RO - Países-membros da UE devem tentar reduzir o consumo de energia diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados de petróleo e gás. Essa é recomendação do comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, após uma reunião extraordinária de ministros do setor realizada nesta terça-feira, 31, em Bruxelas.

Entre as medidas sugeridas estão a ampliação do trabalho remoto, a redução dos limites de velocidade nas rodovias, o estímulo ao transporte público e ao compartilhamento de veículos, além da adoção de técnicas de direção mais eficientes. Em alguns casos, a Comissão não descarta restrições ao uso de carros particulares.

O conflito, iniciado em fevereiro, provocou alta superior a 70% no preço do gás na Europa desde seu início. O fechamento do Estreito de Ormuz não interrompeu o volume de fornecimento, mas gerou pressão significativa nos preços, especialmente de derivados como diesel e querosene.

Estoques sob pressão

A principal preocupação de curto prazo da Comissão é o abastecimento de combustível de aviação. Os últimos carregamentos de querosene que passaram pelo Estreito de Ormuz antes de seu fechamento devem chegar à Europa por volta de 10 de abril de 2026. Atualmente, cerca de 15% do querosene consumido no bloco tem origem no Oriente Médio.

Segundo Benedict George, da consultoria Argus Media, não há risco de desabastecimento imediato: os estoques europeus cobrem até três meses de demanda. No entanto, ele alertou que “os estoques podem cair a um nível em que você tenha escassez localizada” ou que os preços se tornem altos e voláteis.

Antes da reunião, Jorgensen já havia encaminhado carta aos governos pedindo o adiamento de manutenções não emergenciais em refinarias, medida voltada a preservar a oferta de derivados no curto prazo.

Pacote de medidas e lições de 2022

A reunião terminou sem propostas formais, mas Jorgensen anunciou a apresentação de um pacote de medidas em breve. Ele indicou que a Comissão estuda retomar instrumentos já utilizados durante a crise energética de 2022, quando a Rússia suspendeu o fornecimento de gás ao bloco europeu.

“Não sabemos quanto tempo essa crise vai durar. E como não sabemos quão profunda ela será, também estamos preparando diferentes oportunidades e possibilidades que se assemelham mais às que usamos durante a crise de 2022”, afirmou o comissário.

Jorgensen advertiu que “mesmo que a paz chegue amanhã, ainda assim não voltaremos ao normal em um futuro previsível”, disse.

No longo prazo, defendeu a aceleração da transição para fontes renováveis como resposta estrutural à vulnerabilidade energética: “Este deve ser o momento em que finalmente viramos o jogo e nos tornamos verdadeiramente independentes em energia”, declarou.

Fonte: O Antagonista

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