Presidente Wilber Coimbra, idealizador do modelo CHAP e da matriz M-RAIG, abriu o encontro desta segunda-feira
Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) avançou, nesta segunda-feira (4/5), em uma das agendas mais estratégicas da atual gestão: a consolidação de um modelo institucional orientado por dados, evidências e impacto público.
Em reunião realizada pelo grupo de trabalho responsável pela elaboração do Manual de Emprego das Tecnologias Organizacionais e Gerenciais CHAP (Conhecimento, Habilidade, Atitude e Propósito) e M‑RAIG (Matriz de Resultados e Avaliação de Impactos Gerados), os participantes deram início à construção do instrumento que irá transformar diretrizes normativas em prática cotidiana de gestão e controle.
Gestores do TCE reunidos para debater sobre o Manual de Emprego das Tecnologias Organizacionais e Gerenciais CHAP e M‑RAIGMais do que um encontro técnico, a reunião marcou um momento estruturante para o TCE‑RO. Logo na abertura, o presidente Wilber Coimbra, idealizador tanto do modelo CHAP quanto da matriz M-RAIG, disse que essas tecnologias de gestão têm um propósito.
“É para que possamos entender que transformamos e impactamos vidas, ou seja, não é uma questão de metodologia, apenas. É uma ação específica do Tribunal, que busca melhorar sua governança e sua atuação, induzindo melhorias nas políticas públicas”, explica o presidente do TCE.
Nesse contexto, o Manual será a ponte entre a inovação metodológica instituída pela Resolução n. 463/2026 e a atuação concreta das unidades administrativas e de controle, garantindo que cada iniciativa institucional tenha começo, meio e fim claramente definidos: do diagnóstico do problema ao impacto efetivamente gerado para a sociedade.
ECOSSISTEMA DE GESTÃO PARA TRANSFORMAR A REALIDADE SOCIAL
Instituída pela Resolução n. 463/2026, a Matriz de Resultados e Avaliação de Impactos Gerados (M‑RAIG) posiciona o Tribunal em sintonia com as mais avançadas práticas nacionais e internacionais de governança pública.
O servidor João Dias, coordenador do Grupo de Trabalho para produção do manual, detalhou aspectos do documentoIntegrada ao Modelo de Competência Organizacional CHAP (Conhecimento, Habilidade, Atitude e Propósito), a M-RAIG estrutura um verdadeiro ecossistema de gestão orientado à produção de valor público, permitindo comprovar, com evidências e métricas verificáveis, se as ações institucionais estão de fato transformando a realidade institucional e social.
Durante a reunião, o grupo de trabalho debateu os fundamentos conceituais do Manual, sua arquitetura prática e os desafios de traduzir um modelo sofisticado de governança em orientações claras, didáticas e operacionais.
A proposta é assegurar padronização metodológica, segurança técnica e uniformidade na aplicação do CHAP e da M‑RAIG em todas as áreas do Tribunal, reduzindo subjetividades e fortalecendo a explicabilidade do agir público.
PAINEL BI DE ACOMPANHAMENTO E RASTREABILIDADE
O Manual, previsto expressamente no art. 4º da Resolução n. 463/2026, será peça-chave para uma série de desdobramentos institucionais.
O Manual será a ponte entre a inovação metodológica instituída pela Resolução n. 463/2026 e a atuação concreta das unidades do Tribunal de ContasEntre eles, a revisão qualificada das iniciativas-piloto em curso, a reformulação do Painel BI de acompanhamento e rastreabilidade e a estruturação de um programa de formação institucional voltado à aplicação prática do modelo, ou seja, do diagnóstico inicial ao impacto gerado para o cidadão.
Ao estabelecer critérios objetivos de planejamento, execução, monitoramento e avaliação, o documento permitirá que gestores e equipes respondam, de forma clara e fundamentada, a perguntas essenciais: qual problema público estamos enfrentando? Por que essa intervenção é necessária? Quais resultados esperamos alcançar? E, sobretudo, qual impacto real será produzido na vida do cidadão?
Com a iniciativa, o TCE‑RO reafirma seu compromisso com uma atuação cada vez mais transparente, sindicável, rastreável e mensurável, fortalecendo a cultura organizacional orientada por dados e propósito.
A expectativa é que o Manual se torne referência interna para decisões estratégicas e para o aprimoramento contínuo da gestão pública, consolidando o Tribunal como agente indutor de boas práticas e de transformação social efetiva.



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