Tribunal de Contas busca apoio técnico para verificar se soluções contratadas pela Secretaria de Educação atendem às exigências do edital
Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou uma nova etapa de análise em um processo que investiga possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 045/2023, realizado para a contratação de serviços de tecnologia da informação destinados à Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
A decisão foi assinada pelo conselheiro substituto Francisco Júnior Ferreira da Silva e envolve a atuação da Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC) do próprio Tribunal, que deverá emitir parecer técnico especializado sobre os equipamentos e sistemas contratados.
Entenda o caso
A investigação teve origem em uma representação apresentada por Paulo Wanderlan Lino Teixeira, que apontou possíveis falhas na condução do processo licitatório voltado à contratação de soluções de conectividade móvel e tecnologia da informação para a rede estadual de ensino.
O caso já havia sido analisado pelo TCE-RO anteriormente. Em julgamento realizado pela 1ª Câmara, o Tribunal considerou parcialmente procedentes as denúncias e declarou ilegal o Pregão Eletrônico nº 045/2023 e a Ata de Registro de Preços nº 105/2023.
Apesar disso, o Tribunal decidiu manter os contratos em execução para evitar prejuízos à conectividade das escolas estaduais e aos serviços educacionais que dependem da infraestrutura tecnológica.
O que a Seduc precisava apresentar
Na decisão anterior, a Seduc recebeu prazo de 60 dias para apresentar um plano de ação corretivo e documentos que comprovassem que as soluções contratadas atendem às exigências previstas no edital.
Entre os itens que precisam ser comprovados estão:
- Sistemas de firewall para proteção da rede;
- Soluções de balanceamento de carga;
- Armazenamento e gerenciamento de logs;
- Estrutura de data center utilizada nos serviços.
TCE-RO busca parecer técnico especializado
Diante da complexidade do material apresentado, a SGCE solicitou apoio da SETIC, unidade especializada em tecnologia do próprio Tribunal.
Segundo a decisão, a análise envolve temas como:
- Segurança da informação;
- Arquitetura de redes;
- Infraestrutura de data center;
- Sistemas de conectividade e proteção digital.
Prazo de 45 dias para emissão do parecer
A SETIC terá prazo de 45 dias para elaborar um parecer técnico detalhado.
O documento deverá informar se as soluções contratadas realmente atendem aos requisitos previstos no edital e se as evidências apresentadas pela Seduc são suficientes para comprovar o funcionamento adequado dos sistemas.
Além disso, os técnicos deverão apontar eventuais falhas, inconsistências ou lacunas que possam impedir a confirmação da conformidade técnica dos serviços.
Próximos passos
Após a conclusão do parecer especializado, o processo retornará à Secretaria-Geral de Controle Externo, que fará uma análise final para verificar se a Secretaria de Educação cumpriu ou não as determinações estabelecidas pelo Tribunal de Contas.
O resultado poderá influenciar futuras decisões da Corte sobre a regularidade dos contratos e sobre eventuais responsabilidades dos gestores envolvidos.


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