
Quinze réus foram condenados pela Justiça em decorrência da Operação Alcance, cujas penas somam 97 anos de reclusão pelos crimes de lavagem de capitais e integração de organização criminosa. A sentença foi proferida pela 1.ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho e reconheceu a lavagem de dinheiro por 14 acusados e a participação em organização criminosa por 12 deles, com parte dos envolvidos responsabilizada pelas duas infrações.
A maior pena fixada foi de 14 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial fechado, acompanhada de 55 dias-multa, enquanto a segunda maior condenação alcançou 10 anos de reclusão em regime fechado e 37 dias-multa. Do total de condenados, dois iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado, dez no semiaberto e três no aberto.
Segundo a decisão judicial, o grupo criminoso contava com divisão de tarefas voltadas à logística de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, à articulação entre os membros e à circulação dos recursos ilícitos. A ocultação e a dissimulação da origem dos valores ocorreram por meio da utilização de contas bancárias e estabelecimentos comerciais.
A investigação foi conduzida pela Polícia Federal, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes e do Grupo de Investigações Sensíveis em Porto Velho, utilizando medidas como quebras de sigilo, monitoramento, buscas e apreensões. A fase ostensiva da Operação Alcance foi deflagrada em 1º de setembro de 2021 em quatro unidades da Federação.
A denúncia do Ministério Público de Rondônia foi apresentada em 10 de dezembro de 2021 e recebida pela Justiça em 17 do mesmo mês, com atuação do GAECO na persecução penal. A acusação inicial abrangeu 45 pessoas, sendo que 37 réus foram julgados nesta etapa e 15 acabaram condenados.
O Ministério Público informou que vai recorrer das absolvições e dos pontos da sentença em que a acusação não foi integralmente acolhida. A atuação conjunta entre os órgãos de persecução penal resultou na responsabilização de integrantes da estrutura criminosa dedicada à ocultação de recursos ilícitos.
Fonte: Na Mira do Povo, com informações do Ministério Público.


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