
Pillay construiu uma carreira de cinco décadas no Judiciário e em organismos internacionais. Durante o período do apartheid na África do Sul, atuou na defesa de presos políticos e ajudou a garantir que Nelson Mandela tivesse acesso a representação jurídica enquanto estava detido. Texto colado
A jurista também fez história ao se tornar a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul. Sua atuação ganhou posteriormente dimensão internacional, com participação em tribunais voltados ao julgamento de crimes graves e conflitos internacionais. Texto colado
Entre suas funções de maior destaque esteve a presidência do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado para julgar responsáveis pelo genocídio ocorrido no país em 1994. Durante os trabalhos do tribunal, o estupro passou a ser reconhecido como crime de guerra. Texto colado
Pillay também ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014. A função colocou a jurista à frente da principal estrutura da ONU dedicada ao acompanhamento de violações de direitos humanos cometidas por governos. Texto colado
Mais recentemente, ela presidiu uma comissão internacional de investigação vinculada à ONU que apresentou conclusões sobre a situação em Gaza e acusou Israel de genocídio. O governo israelense rejeitou a acusação e criticou a escolha de Pillay para receber o Nobel. Texto colado
O Comitê Norueguês do Nobel afirmou que a escolha representa uma defesa das instituições internacionais e do Estado de Direito. O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, classificou a premiação como uma mensagem diante de ações que, segundo ele, enfraquecem o sistema internacional. Texto colado
Pillay é a 21ª mulher a receber o Nobel da Paz desde a criação da premiação. Além da medalha, ela receberá 12 milhões de coroas suecas, valor estimado em aproximadamente R$ 6 milhões segundo o material divulgado.


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