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Na Mira do Povo

Prêmio Oceanos 2026 anuncia 12 finalistas de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal




Seleção reúne seis obras de prosa e seis de poesia, escolhidas entre 3.086 livros inscritos. Vencedores serão anunciados em 11 de dezembro, em São Paulo.

O Prêmio Oceanos 2026 anunciou os 12 livros finalistas da edição, com representantes de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal. A seleção reúne seis obras de prosa e seis de poesia, escolhidas entre 3.086 livros inscritos por autores de 13 nacionalidades.

Entre os destaques estão escritores reconhecidos da literatura em língua portuguesa, como Adélia Prado, José Eduardo Agualusa e Helder Macedo, além de autores contemporâneos que exploram diferentes perspectivas sobre memória, identidade, ancestralidade e relações humanas.

A divulgação ocorreu durante um evento promovido pelo Prêmio Oceanos em parceria com a Estante Virtual, no Teatro YouTube, em São Paulo. A programação incluiu conversas literárias e apresentações poéticas, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da premiação no YouTube.
Finalistas de prosa reúnem diferentes gerações de escritores

Na categoria prosa, seis obras foram selecionadas, contemplando autores brasileiros, portugueses e angolanos. Entre os finalistas está José Eduardo Agualusa, com o romance Tudo Sobre Deus, publicado pela Quetzal, em Portugal, e pela Tusquets, no Brasil.

A lista também inclui Micheliny Verunschk, com Depois do trovão, e Julia Codo, com Caderno de ossos, ambos publicados pela Companhia das Letras. A seleção portuguesa conta ainda com Ana Margarida de Carvalho, autora de A chuva que lança a areia do Saara; Rui Nunes, com Não é ainda o pânico; e Judite Canha Fernandes, com O Mel sem Abelhas.

As obras apresentam diferentes abordagens narrativas e ampliam o panorama da literatura contemporânea em língua portuguesa.
Poesia destaca autores brasileiros, portugueses e moçambicanos

Na categoria poesia, os finalistas são Adélia Prado, com O jardim das oliveiras; Helder Macedo, com Corpos da Memória; Adriana Lisboa, com Antes de dar nomes ao mundo; Nina Rizzi, com Diáspora não é lar; Edimilson de Almeida Pereira, com Porte Étoile; e o moçambicano Pedro Pereira Lopes, com Tratado das Coisas Sensíveis.

A seleção reúne diferentes trajetórias literárias e perspectivas culturais, evidenciando a diversidade da produção poética em língua portuguesa.
Evento em São Paulo reuniu escritoras e poetas

A apresentação dos finalistas foi acompanhada por atividades culturais no Teatro YouTube, em São Paulo. Um dos destaques foi a conversa entre Julia Codo e Micheliny Verunschk, mediada pelo escritor e tradutor Felipe Franco Munhoz.

Com o tema “A literatura como escavação da memória e da história brasileira”, o encontro abordou as relações entre literatura, memória e história presentes nas obras das escritoras.

A programação também contou com a performance “A poesia como discussão do mundo”, apresentada por Nina Rizzi e Natasha Félix. A atividade integrou as ações culturais realizadas em parceria com a Estante Virtual.
Júris internacionais avaliaram as obras

A escolha dos finalistas foi realizada por dois júris internacionais, organizados separadamente para as categorias prosa e poesia, com especialistas de diferentes países de língua portuguesa.

Na prosa, participaram Carola Saavedra e Felipe Franco Munhoz, do Brasil; José Mário Silva e Sara Figueiredo Costa, de Portugal; Álvaro Taruma, de Moçambique; e João Fernando André, de Angola.

Na poesia, a avaliação contou com Leopoldina Fekayamãle, de Angola; Francisco Guita Jr., de Moçambique; Fernando Paixão e Natasha Félix, do Brasil; e Maria Antónia Oliveira e Maria João Cantinho, de Portugal.

A etapa final ficará a cargo de novos júris internacionais. Os vencedores das duas categorias serão anunciados em 11 de dezembro, durante cerimônia no teatro do Itaú Cultural, em São Paulo.
Sobre o Prêmio Oceanos

Criado no Brasil em 2007, o Prêmio Oceanos reconhece obras literárias originalmente escritas em língua portuguesa e publicadas em diferentes países.

A iniciativa é realizada pela Oceanos Cultura e pela Associação Oceanos, com o objetivo de valorizar a literatura contemporânea, ampliar a circulação de autores e fortalecer o intercâmbio cultural entre os países que compartilham o idioma.

Na edição de 2026, foram registradas 3.086 inscrições, sendo 1.808 obras de prosa e 1.278 de poesia, provenientes de autores de 13 nacionalidades.

Mais informações estão disponíveis no site oficial: https://associacaooceanos.org/.
Lista completa dos finalistas

Prosa

A chuva que lança a areia do Saara — Ana Margarida de Carvalho (Portugal).


Caderno de ossos — Julia Codo (Brasil).


Depois do trovão — Micheliny Verunschk (Brasil).


Não é ainda o pânico — Rui Nunes (Portugal).


O Mel sem Abelhas — Judite Canha Fernandes (Portugal).


Tudo Sobre Deus — José Eduardo Agualusa (Angola).

Poesia

Antes de dar nomes ao mundo — Adriana Lisboa (Brasil).


Corpos da Memória — Helder Macedo (Portugal).


Diáspora não é lar — Nina Rizzi (Brasil).


O jardim das oliveiras — Adélia Prado (Brasil).


Porte Étoile — Edimilson de Almeida Pereira (Brasil).


Tratado das Coisas Sensíveis — Pedro Pereira Lopes (Moçambique).

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