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Na Mira do Povo

Taxa de desemprego tem queda e alcança menor resultado para setembro em 14 anos

Porto Velho - RO. A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre, registrando o menor nível para o período desde 2012. Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira, 30 de outubro. O índice é inferior aos 5,4% apurados no segundo trimestre e aos 5,6% registrados no terceiro trimestre de 2025.

Com esse resultado, a população desocupada somou 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% frente ao segundo trimestre, com 234 mil indivíduos a menos, e uma queda de 6,9% no confronto com o mesmo trimestre do ano anterior, totalizando 417 mil pessoas a menos. A população ocupada atingiu 103,6 milhões de trabalhadores, o maior volume da série histórica iniciada em 2012, com alta trimestral de 0,6% (mais 581 mil pessoas) e crescimento anual de 1,2% (mais 1,2 milhão de pessoas).

Entre os segmentos que apresentaram alta na ocupação, o setor da construção civil expandiu 2,8% no trimestre, o que representa acréscimo de 210 mil pessoas. O número de empregadores atingiu a marca recorde de 4,5 milhões, com avanços de 4,3% no trimestre e de 6,4% no ano. O contingente de empregados no setor público também bateu recorde ao somar 13,2 milhões, com estabilidade trimestral e avanço de 2,5% em comparação ao ano anterior, sustentado por contratações na educação básica e na administração pública municipal.

Por outro lado, o volume de empregados no setor privado com carteira assinada, sem contabilizar os trabalhadores domésticos, permaneceu estável no trimestre e no ano, totalizando 39,4 milhões de pessoas. Ficaram igualmente estáveis em ambas as bases comparativas os contingentes de empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões), trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e trabalhadores domésticos (5,4 milhões).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 13,0%, mantendo estabilidade em relação aos 12,9% do segundo trimestre e caindo 0,9 ponto percentual frente aos 13,9% verificados no ano anterior. A população subutilizada ficou em 14,8 milhões de pessoas. O número de desalentados atingiu 2,5 milhões de pessoas, apontando crescimento de 7,5% no trimestre e redução de 6,8% em 12 meses. A população fora da força de trabalho somou 66,5 milhões de indivíduos, estável na comparação trimestral e 0,8% maior no ano.

O rendimento médio real habitual permaneceu estável no trimestre e registrou elevação anual de 3,6%, alcançando R$ 3.790. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica, com alta de 1,5% em relação ao trimestre anterior e avanço de 4,7% no confronto anual. A próxima divulgação dos dados da pesquisa, referente ao trimestre encerrado em outubro, está prevista para o dia 27 de novembro.

Fonte: NA MIRA DO POVO, com informações da Agência Gov

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