Título da Supercopa do Brasil 2026 com gol de Gabriel Paulista e atuação segura da equipe, garantiu ao Corinthians um bolada milionária.Corinthians fatura premiação milionária com título da Supercopa do Brasil. Foto: Rodrigo Coca / Corinthians
Porto Velho, RO - O Corinthians encerrou o domingo em Brasília com mais do que um troféu na galeria. A vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, no Estádio Mané Garrincha, pela Supercopa Rei, rendeu cerca de R$ 11,61 milhões em premiações e virou um recurso estratégico para aliviar, ainda que pontualmente, o forte cenário de endividamento do clube, cuja dívida bruta gira em torno de R$ 2,8 bilhões.
Qual é o peso esportivo e financeiro da conquista da Supercopa Rei
O desempenho em campo, com gol de Gabriel Paulista e atuação segura da equipe, conecta-se diretamente à realidade administrativa do Corinthians.
Em meio à dívida bilionária, qualquer nova fonte de receita ganha relevância nas decisões da diretoria, que busca reduzir riscos imediatos e manter competitividade esportiva ao longo da temporada.
Assim, o título da Supercopa Rei não se limita ao aspecto esportivo: ele se converte em ferramenta de gestão de curto prazo, ajudando a evitar punições, renegociar compromissos urgentes e preservar a imagem do clube diante de credores e entidades.
Quanto o Corinthians recebeu de premiação na Supercopa Rei
Pela participação na final, Corinthians e Flamengo receberam da CBF uma cota de R$ 6,35 milhões cada, valor superior ao pago na edição anterior, quando Flamengo e Botafogo embolsaram R$ 6,05 milhões.
O reajuste reflete a tentativa da entidade de valorizar o torneio na temporada 2025 e torná-lo mais atrativo esportiva e financeiramente.
Além da cota nacional, o título garantiu ao Corinthians um bônus internacional da Conmebol, de US$ 1 milhão, algo em torno de R$ 5,26 milhões.
Somadas as duas fontes, o clube atinge aproximadamente R$ 11,61 milhões em prêmios, incorporados de forma imediata ao planejamento financeiro alvinegro.
Como a premiação da Supercopa Rei afeta as dívidas do Corinthians
Mesmo pequena diante da dívida total estimada em R$ 2,8 bilhões, a premiação tem impacto direto em pendências específicas.
Uma das prioridades é a regularização da dívida de cerca de R$ 23,35 milhões com o Talleres, da Argentina, pela contratação de Rodrigo Garro, que pode gerar novo transfer ban e travar inscrições em futuras janelas.
Usar parte do valor para amortizar ou quitar esse débito é visto como essencial para evitar sanções esportivas, preservar a credibilidade do Corinthians no mercado internacional e garantir margem de manobra na montagem do elenco ao longo da temporada.
Quais são os principais números da situação financeira corinthiana
Dentro desse cenário, alguns indicadores ajudam a dimensionar o peso da premiação da Supercopa Rei em relação ao passivo do clube e aos riscos associados ao não pagamento de dívidas estratégicas.
- Dívida bruta estimada: cerca de R$ 2,8 bilhões;
- Dívida com o Talleres (Rodrigo Garro): aproximadamente R$ 23,35 milhões;
- Premiação total da Supercopa Rei: em torno de R$ 11,61 milhões;
- Risco em caso de não pagamento: possibilidade de novo transfer ban.
A premiação isoladamente não altera o quadro global de endividamento, mas é decisiva para o fluxo de caixa de curto prazo.
Em um momento de concentração de despesas, como salários, direitos de imagem e bônus, esse reforço ajuda a organizar pagamentos prioritários e a evitar bloqueios e punições.
Na prática, o título funciona como receita variável complementar às fontes recorrentes, como direitos de transmissão, bilheteria, sócio-torcedor e patrocínios, permitindo que recursos ordinários sejam direcionados para outras frentes, como manutenção da arena, categorias de base e despesas operacionais.
Fonte: O Antagonista



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