O vice-campeonato do Flamengo na CONMEBOL Recopa de 2026, diante do Lanús, expôs mais do que um simples revés em decisão internacional. Flamengo 2 x 3 Lanús pela final da Recopa 2026 no Maracanã. Foto: Twitter (X) Club Lanús @clublanus
Porto Velho, RO - O vice-campeonato do Flamengo na CONMEBOL Recopa de 2026, diante do Lanús, expôs mais do que um simples revés em decisão internacional.
A derrota por 3 a 2 no Maracanã, somada ao 1 a 0 sofrido na Argentina, consolidou o placar agregado de 4 a 2 para o time argentino e levantou debates sobre desempenho, ajustes táticos e sequência da temporada rubro-negra.
Como o vice-campeonato do Flamengo na Recopa foi definido
Na Argentina, o Lanús venceu por 1 a 0 e levou para o Maracanã a vantagem mínima, mas suficiente para atuar com mais controle emocional.
No duelo de volta, o Flamengo teve o apoio da torcida, mas voltou a oscilar entre momentos de pressão ofensiva e falhas decisivas na defesa.
No Rio de Janeiro, um erro na saída de bola permitiu que Rodrigo Castillo abrisse o placar em chute de longa distância após escorregão de Rossi.
Arrascaeta empatou ainda no primeiro tempo em cobrança de pênalti, mas a equipe não conseguiu transformar a posse de bola em domínio efetivo do confronto agregado.
Qual foi o comportamento tático do Flamengo na Recopa
Filipe Luís montou um time com clara vocação ofensiva, utilizando Gonzalo Plata mais adiantado e um trio criativo com Arrascaeta, Carrascal e Lino.
A estratégia privilegiava o ataque, mas deixava espaços para contra-ataques, algo explorado com eficiência pelo Lanús nas transições rápidas.
No segundo tempo, as entradas de Pedro, Everton Cebolinha, Paquetá e Jorginho deixaram o Flamengo mais agressivo e perigoso.
Jorginho converteu pênalti que empatou o agregado e levou o duelo para a prorrogação, mas a equipe continuou vulnerável em bolas paradas e em jogadas de velocidade pelos lados.
Quais foram os pontos decisivos na derrota para o Lanús
Alguns lances específicos ajudaram a definir o vice-campeonato e evidenciaram fragilidades que já vinham sendo observadas no início da temporada.
Esses momentos funcionam como um recorte do que precisa ser corrigido para as próximas competições.
Saída de bola: falha que originou o gol de Rodrigo Castillo após erro de construção e escorregão de Rossi.
Bolas paradas: desatenção no escanteio que resultou no gol de José Canale na prorrogação.
Transições defensivas: muito espaço para Dylan Aquino definir em contra-ataque no fim da partida.
Eficiência ofensiva: volume de jogo alto, mas dificuldade para converter chances em gols em momentos importantes.
O que o vice-campeonato indica para a temporada de 2026
O vice-campeonato internacional, somado à perda da Supercopa do Brasil para o Corinthians, coloca o Flamengo sob maior cobrança no início de 2026.
Em menos de dois meses, o time acumula dois vices, o que intensifica discussões sobre equilíbrio entre setores, calendário e gestão física do elenco.
Com compromissos seguidos por Campeonato Carioca e Campeonato Brasileiro, contra adversários como Madureira, Cruzeiro e Botafogo, esses jogos servirão como termômetro.
A resposta do grupo a essa sequência de frustrações iniciais será determinante para a confiança em torneios mais longos e na disputa de novos títulos.
Quais lições o Flamengo pode tirar da Recopa 2026
A Recopa deixa lições claras sobre a importância dos detalhes em decisões internacionais, especialmente em erros individuais, bolas paradas e controle emocional.
A presença de jogadores experientes mostra potencial de briga por títulos, mas exige maior consistência em jogos decisivos.
Minimizar falhas na saída de bola, valorizar atletas com frieza em pênaltis, organizar melhor a defesa em prorrogações e ajustar a marcação em escanteios e cruzamentos são pontos centrais.
A forma como comissão técnica e elenco vão assimilar esse vice-campeonato tende a influenciar diretamente o desempenho do Flamengo ao longo de toda a temporada de 2026.
Fonte: O Antagonista



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