Pesquisadores encontraram uma água-viva gigante que pode crescer até o tamanho de um ônibus

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Pesquisadores encontraram uma água-viva gigante que pode crescer até o tamanho de um ônibus

A descoberta e o registro em vídeo da água-viva fantasma gigante na costa da Argentina destacam um morador discreto do oceano profundo. Pesquisadores encontraram uma água-viva gigante que pode crescer até o tamanho de um ônibus. Créditos: depositphotos.com / _italo_

Porto Velho, RO - A descoberta e o registro em vídeo da água-viva fantasma gigante na costa da Argentina destacam um morador discreto do oceano profundo.

Filmada a cerca de 250 metros de profundidade por pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, a espécie Stygiomedusa gigantea reforça como, mesmo em 2026, a biodiversidade marinha em grandes profundidades ainda é pouco conhecida, apesar dos avanços tecnológicos e do interesse crescente em vídeos virais sobre o fundo do mar.

O que é a água-viva fantasma gigante

A água-viva fantasma gigante, ou giant phantom jelly, está entre as maiores medusas conhecidas. Seu sino pode chegar a mais de 1 metro de diâmetro, enquanto os quatro braços orais em forma de “fitas” ou “raquetes” podem atingir cerca de 10 metros de comprimento, um conjunto comparável ao tamanho de um ônibus escolar.

Na luz artificial dos veículos operados remotamente (ROVs), o animal aparece em tons vermelho-alaranjados, que funcionam como camuflagem na escuridão profunda, já que o vermelho se torna praticamente invisível.

Em vez de tentáculos finos e urticantes, ela utiliza seus braços largos para capturar e manipular presas.

Onde vive e como se comporta essa espécie

A Stygiomedusa gigantea é associada à “zona da meia-noite”, a partir de cerca de 200 metros de profundidade e podendo chegar a mais de 6.000 metros, em ambientes de alta pressão, baixa temperatura e ausência de luz solar.

O registro na costa da Argentina, a 250 metros, chama a atenção por ocorrer em profundidade relativamente rasa para o padrão da espécie.

Há indícios de distribuição ampla em oceanos como Atlântico, Pacífico e Índico, com ausência no Ártico.

ROVs e submersíveis equipados com câmeras de alta resolução têm sido fundamentais para documentar encontros, revelando seu papel como predadora de plâncton, pequenos peixes e outros organismos gelatinosos, além de servir de abrigo para peixes juvenis.

Por que a água-viva fantasma gigante é raramente observada

Desde sua descrição no início do século XX, existem pouco mais de uma centena de avistamentos confirmados, um número considerado baixo diante do volume de expedições realizadas.

Isso não significa necessariamente escassez, mas sim dificuldade de acesso aos ambientes onde vive e um comportamento discreto e pouco ativo.

Um aspecto singular é sua provável viviparidade, rara entre medusas Scyphozoa, sugerindo que produz filhotes vivos em vez de liberar ovos ou larvas livres na água.

Essa estratégia reprodutiva pode influenciar sua distribuição, sobrevivência em grandes profundidades e a baixa frequência de registros diretos.

Como o vídeo viral influencia o interesse pelo oceano profundo

O vídeo gravado na costa da Argentina alcançou milhões de visualizações e gerou comparações com criaturas alienígenas e simulações digitais.

Esse impacto demonstra como imagens marcantes do mar profundo podem despertar curiosidade e servir de porta de entrada para temas científicos mais amplos.

Esse tipo de conteúdo aproxima o público de questões como conservação marinha, impacto humano nos mares e necessidade de financiar expedições.

Muitos espectadores passam a buscar mais informações sobre ROVs, organismos gelatinosos e vida no oceano profundo, ampliando o apoio social à pesquisa oceânica.

Quais lições a água-viva fantasma gigante traz sobre o oceano profundo

Cada novo registro da Stygiomedusa gigantea reforça que grandes porções do oceano seguem praticamente inexploradas, inclusive perto da costa.

A combinação entre tecnologia, análise de dados e divulgação pública mostra que ainda há muito a catalogar em profundidades intermediárias e extremas.

Alguns pontos centrais ajudam a entender melhor o significado desses achados:Adaptação à escuridão: cores vermelhas e movimentos lentos funcionam como camuflagem e economia de energia.
Interações ecológicas complexas: a medusa é predadora e abrigo para peixes juvenis no mar aberto.
Dificuldade de amostragem: profundidade, custo e condições extremas limitam observações diretas.

Fonte: O Antagonista

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