Porto Velho, RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia decidiu prorrogar por mais 50 dias o prazo para conclusão da fiscalização do Contrato nº 19/PGM/2024, firmado entre a Prefeitura de Porto Velho e a concessionária Ecorondônia Ambiental S.A..
A decisão consta na DM nº 0028/2026-GCESS, no âmbito do Processo nº 03636/24–TCERO, e foi assinada pelo conselheiro substituto Francisco Júnior Ferreira da Silva, que atua em substituição regimental.
O que está sendo fiscalizado?
O contrato em análise trata de uma Parceria Público-Privada (PPP), na modalidade concessão administrativa, voltada para:
- Implantação e operação de serviços de limpeza urbana;
- Coleta e reciclagem de resíduos sólidos;
- Disposição final do lixo;
- Manutenção e gestão integrada dos serviços no município.
Histórico: pagamentos já haviam sido limitados
Em decisão anterior (DM nº 00134/2025-GCESS), o Tribunal concedeu tutela provisória de urgência, determinando que os pagamentos mensais à concessionária fossem limitados a:
- R$ 3.252.136,26
- Sobrepreço;
- Supervalorização de custos (OPEX e CAPEX);
- Dano ao erário.
Por que o prazo foi prorrogado?
A Secretaria-Geral de Controle Externo (SGCE) solicitou a dilação do prazo alegando:
- Equívoco na contagem inicial do prazo;
- Afastamentos médicos de servidores;
- Férias e folgas regulamentares;
- Redirecionamento da equipe para outras auditorias;
- Aumento significativo de processos no segundo semestre de 2025.
A contagem do novo prazo será feita em dias corridos, conforme a Resolução nº 387/2023/TCE-RO.
Ecorondônia pede revogação da liminar
A empresa Ecorondônia Ambiental S.A. protocolou manifestação no processo, solicitando:
- Ingresso formal como interessada;
- Revogação da tutela de urgência que limitou os pagamentos;
- Reconhecimento da regularidade do contrato;
- Afastamento das conclusões de sobrepreço.
- Os parâmetros utilizados seguem referências técnicas de mercado;
- Há necessidade de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato;
- As conclusões da área técnica seriam baseadas em premissas inadequadas.
O que acontece agora?
Com a nova decisão:
✔ A SGCE terá 50 dias adicionais para concluir o relatório técnico
✔ A empresa foi cadastrada formalmente no sistema processual
✔ O Ministério Público de Contas foi intimado
✔ O processo seguirá para análise detalhada sobre possível dano ao erário
A decisão reforça o princípio da cooperação processual e a necessidade de instrução técnica robusta antes de eventual julgamento definitivo.
Impacto para Porto Velho
O contrato fiscalizado envolve um dos serviços públicos mais sensíveis da capital: a gestão de resíduos sólidos e limpeza urbana.
O desfecho do processo poderá impactar:
- O valor mensal pago à concessionária;
- A sustentabilidade econômica da PPP;
- A responsabilização de agentes públicos, caso haja irregularidades confirmadas.
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