Americano afirma que falta de acordo nuclear terá consequências e critica presidente israelense por não indultar premiê acusado de corrupção. Foto: RS/Fotos Públicas
Porto Velho, RO - Donald Trump elevou o tom contra o Irã nesta quinta-feira, 12, ao advertir que a recusa em firmar um novo tratado nuclear terá consequências graves. “Será muito traumático, muito traumático mesmo”, declarou o presidente dos Estados Unidos em entrevista coletiva.
A declaração foi dada um dia após Trump se reunir com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. O encontro, realizado na quarta-feira, 11, tratou das negociações para restringir o programa nuclear iraniano e seus mísseis balísticos.
Trump descreveu a conversa com Netanyahu como “muito boa” e reforçou que espera um entendimento com Teerã. “Não quero que isso aconteça, mas precisamos chegar a um acordo”, afirmou o republicano.
O governo israelense divulgou nota breve sobre a reunião, informando que os dois líderes discutiram “as negociações com o Irã, Gaza e acontecimentos regionais”. Netanyahu destacou as demandas de segurança de Israel no contexto das tratativas.
Cerco militar e sinais contraditórios
Washington mantém um porta-aviões nas proximidades do território iraniano. Na terça-feira, 10, Trump sinalizou a possibilidade de enviar uma segunda embarcação para a região, em movimento que amplia o cerco militar ao país persa.
Apesar da pressão bélica, o presidente americano tem enviado mensagens dúbias sobre suas intenções em relação ao Irã.
Defesa pública do premiê israelense
Durante a coletiva, Trump defendeu que Netanyahu deveria receber perdão oficial das acusações que enfrenta na Justiça israelense. O presidente americano criticou Isaac Herzog, presidente de Israel, afirmando que ele deveria ter “vergonha” por não conceder o indulto.
“É vergonhoso da parte dele não conceder o indulto. Ele deveria concedê-lo”, repetiu Trump, argumentando que Netanyahu foi um grande líder em tempos de guerra.
Netanyahu tornou-se o primeiro premiê israelense em exercício a responder a acusações criminais. Ele nega as imputações de suborno, fraude e quebra de confiança, apresentadas em 2019.
Trump já havia manifestado publicamente o desejo de ver Netanyahu perdoado. No final de dezembro de 2025, o presidente americano afirmou que Herzog lhe disse que o perdão estava próximo. O gabinete presidencial israelense negou a informação na época.
A legislação de Israel permite ao presidente perdoar condenados, mas não há histórico de indulto concedido durante um julgamento em andamento.
Herzog responde
O gabinete de Herzog respondeu às declarações de Trump informando que o pedido de Netanyahu está sob análise do Ministério da Justiça para parecer jurídico. Após a conclusão desse processo, o presidente examinará o pedido.
“Israel é um Estado soberano governado pelo Estado de Direito. Ao contrário da impressão criada pelas declarações do presidente Trump, o presidente Herzog ainda não tomou nenhuma decisão sobre este assunto”, informou o comunicado oficial.
Fonte: O Antagonista



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