Porto Velho, RO - O cinema rondoniense, que atravessa um período produtivo com obras criadas graças a leis como Aldir Blanc e Paulo Gustavo, conquista cada vez mais espaço no cenário nacional. Cinco filmes de realizadores de Rondônia integram a programação da 11º edição do Festival Pan-Amazônico de Cinema, o Amazônia FiDoc, reafirmando o estado com um polo cinematográfico em ascensão.
A edição do festival deste ano recebeu 1.200 filmes inscritos de toda a Amazônia Legal e de países da Pan-Amazônia, sendo 59 obras selecionadas para a programação oficial do evento, que acontece em Belém e em territórios ribeirinhos da região, de 28 de abril a 06 de maio.
Na mostra competitiva de longas-metragens Rondônia será representada pelos documentários “Concerto de Quintal”, dirigido por Juraci Júnior e “Como Matar um Rio”, dirigido por Chicão Santos. Nos curtas-metragens, “Mucura”, de Fabiano Barros, “A Ascensão da Cigarra”, dirigido por Ana Clara Ribeiro e na mostra “As Amazonas do Cinema”, dedicada a obras dirigidas por mulheres, o filme “Beira”, de Marcela Bonfim, completa a lista de obras rondonienses selecionadas.
“Um dos objetivos mais importantes do festiva é construir pontes entre nós, realizadores da região Amazônica. Nós precisamos nos ajudar, nos conhecer, nos fortalecer, sermos parceiros”, enfatiza Ziehne de Castro, diretora do festival.
As produções selecionadas de Rondônia foram viabilizadas por importantes políticas públicas de incentivo à cultura, como a Lei Paulo Gustavo, executada em âmbito municipal e estadual, além do edital Brasil com S, da Embratur.
A participação no Amazônia FiDoc 2026 amplia a visibilidade do cinema rondoniense no cenário nacional e internacional, posicionando o estado como um dos polos mais ativos do audiovisual amazônico contemporâneo.
Para Juraci Júnior, um dos diretores selecionados para o Festival, o intercâmbio com outros artistas amazônicos é essencial. “Nós estamos em um momento histórico e muito importante para o cinema de Rondônia. Alcançar cada vez mais espaço, mostrar nossas obras pelo Brasil e mundo é uma maneira de também situar nosso estado e reafirmar que estamos vivos, atentos e contando nossas histórias”, finaliza.



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