Estados americanos mantêm processo contra a Live Nation

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Na Mira do Povo

Estados americanos mantêm processo contra a Live Nation

Maioria rejeita termos firmados entre o Departamento de Justiça e a controladora da Ticketmaster; julgamento é retomado em Manhattan. Estados dos EUA não aceitam acordo com operadora de ingressos

Porto Velho, RO - Mais de 30 estados americanos decidiram dar continuidade ao processo antimonopólio contra a Live Nation, empresa que controla a plataforma de venda de ingressos Ticketmaster, após a maior parte deles recusar o acordo firmado entre a companhia e o Departamento de Justiça dos EUA.

O julgamento foi retomado nesta segunda-feira, 16, no Tribunal Distrital federal de Manhattan, com o mesmo júri constituído no início do mês.

O caso, iniciado pelo governo federal há dois anos, acusa a Live Nation de monopolizar o mercado de entretenimento ao vivo nos Estados Unidos, bloqueando a concorrência e elevando os preços dos ingressos ao consumidor. A empresa nega as acusações e afirma não ter adotado práticas de intimidação contra casas de shows.

Antes da interrupção, os depoimentos incluíram relatos de operadores de estabelecimentos que disseram ter sido ameaçados por funcionários da Live Nation caso não firmassem contratos com a Ticketmaster.

Acordo rejeitado e juiz indignado

O impasse teve início em 5 de março, quando a Live Nation e o Departamento de Justiça assinaram um “termo de compromisso”.

O documento foi firmado pelo chefe interino da divisão antitruste do órgão, Omeed A. Assefi, e pelo CEO da Live Nation, Michael Rapino — mas sua existência não foi comunicada ao tribunal de imediato, e os depoimentos prosseguiram no dia seguinte normalmente.

Ao tomar conhecimento da omissão, o juiz Arun Subramanian reagiu com dureza em audiência pública realizada na segunda-feira, fora da presença do júri. “Isso demonstra absoluto desrespeito pelo tribunal, pelo júri e por todo este processo”, afirmou. “É absolutamente inaceitável”.

Os termos do acordo previam que a Live Nation passaria a permitir a atuação de promotores externos em seus anfiteatros — revertendo uma política anterior — e que as casas de shows ficariam livres para contratar fornecedores de ingressos distintos da Ticketmaster. O pacto também incluía um fundo de até US$ 281 milhões destinado aos estados que o aceitassem.

Fonte: O Antagonista

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