Israel ataca Teerã, e Paquistão se oferece para sediar negociações

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Israel ataca Teerã, e Paquistão se oferece para sediar negociações

A perspectiva de um caminho para o fim da guerra provocou uma reação imediata nos mercados, com queda no preço do petróleo. Foto: Divulgação/ FDI

Porto Velho, RO - As forças israelenses lançaram uma nova onda de ataques aéreos contra Teerã, capital iraniana, em meio a sinais de uma possível via de negociação mediada pelo Paquistão, com o aparente apoio do presidente Donald Trump.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que “caças da Força Aérea Israelense atacaram instalações usadas pelo regime iraniano para desenvolver e fabricar mísseis de cruzeiro navais de longo alcance, capazes de destruir alvos no mar e em terra” (foto).

O governo Trump indicou abertura para uma proposta de paz apresentada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Segundo fontes, o Paquistão teria entregado um plano de paz de 15 pontos dos Estados Unidos ao Irã. O plano visa a abordar questões críticas, como os programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã, que são alvo de ataques desde o final de fevereiro.

A equipe de negociação de Trump incluiria figuras de alto escalão, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Mas o Irã negou publicamente que estejam em curso negociações diretas com os EUA.

O plano americano também discute a segurança das rotas marítimas no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o petróleo global que o Irã bloqueou parcialmente para navios ocidentais.

Intensificação dos conflitos

No campo de batalha, a situação permanece crítica.

Na quarta-feira, 24, Israel atingiu infraestruturas governamentais em Teerã e interceptou mísseis iranianos disparados contra seu território. A tensão se espalhou pelo Golfo Pérsico:
  1. Arábia Saudita: Interceptou ao menos 30 drones desde a noite de terça-feira.
  2. Kuwait: Relatou a interceptação de seis drones e um incêndio no aeroporto internacional após ataque a tanques de combustível.
  3. Líbano: Beirute sofreu intensos bombardeios israelenses, especialmente no subúrbio de Dahiya, reduto do Hezbollah.
Em resposta, o Pentágono ordenou o envio de mais 2.000 soldados para o Oriente Médio, elevando o reforço total de tropas terrestres americanas na região para quase 7.000.

Impacto econômico e o mercado de petróleo

A perspectiva de um caminho para o fim da guerra provocou uma reação imediata nos mercados. O preço do petróleo Brent caiu 6%, chegando a 94 dólares o barril.

As bolsas de valores na Ásia, que depende fortemente do petróleo que transita pelo Estreito de Ormuz, abriram em alta devido aos sinais de desescalada.

O Irã chegou a sinalizar à ONU que navios “não hostis” poderiam transitar com segurança pelo estreito, excluindo embarcações dos EUA e de Israel.

Vítimas

O balanço de vítimas continua a subir. Dados indicam que pelo menos 1.348 civis morreram no Irã desde o início das hostilidades.

No Líbano, o número de mortos ultrapassa 1.000, enquanto os ataques iranianos contra Israel causaram pelo menos 15 mortes.

Os Estados Unidos registraram a perda de 13 militares até o momento.

Fonte: O Antagonista

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