SUPERAVALIAÇÃO PASSA DE R$ 82 MILHÕES
De acordo com o processo nº 4438/2025, a equipe técnica do TCE-RO identificou uma superavaliação de R$ 82.483.244,78 nas chamadas “Provisões a Longo Prazo”, que representam compromissos futuros do instituto, como pagamento de aposentadorias e pensões.
👉 O problema ocorreu devido a divergências entre os dados do balanço contábil e a avaliação atuarial — instrumento técnico que calcula a sustentabilidade do sistema previdenciário.
FALHAS EM CONCILIAÇÕES BANCÁRIAS
Outro ponto crítico envolve inconsistências nas conciliações bancárias, incluindo:
- Valores superiores a R$ 2,1 milhões sem justificativa técnica
- Registros incompatíveis com extratos bancários
- Indícios de falhas no controle interno financeiro
DESCUMPRIMENTO DE DETERMINAÇÕES DO TCE
O relatório também aponta que o instituto não cumpriu determinações anteriores do próprio Tribunal de Contas, o que agrava a situação e levanta questionamentos sobre a eficiência da gestão administrativa.
RESPONSÁVEIS SÃO CHAMADOS PARA SE DEFENDER
Diante da gravidade dos indícios, o relator do processo, conselheiro José Euler Potyguara Pereira de Mello, determinou a abertura de audiência para que os responsáveis apresentem defesa no prazo de 15 dias.
Foram citados:
- José Luiz Alves Felipin – Superintendente do instituto em 2024
- Sérgio Dias de Camargo – Contador responsável
DIREITO À AMPLA DEFESA GARANTIDO
A decisão segue os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Caso os responsáveis não sejam localizados, o TCE-RO poderá realizar a citação por edital e até acionar a Defensoria Pública para garantir a representação legal.
O QUE PODE ACONTECER AGORA?
Após a apresentação (ou não) das justificativas:
- O processo retorna para análise técnica conclusiva
- O Ministério Público de Contas emite parecer
- O Tribunal julga as contas, podendo:
- Aprovar com ressalvas
- Reprovar
- Aplicar multas ou outras sanções
As falhas identificadas podem afetar diretamente a saúde financeira do sistema previdenciário municipal, colocando em risco o pagamento futuro de benefícios a servidores aposentados e pensionistas.
CONCLUSÃO
A decisão do TCE-RO evidencia a importância da transparência e do controle rigoroso na gestão de recursos públicos, especialmente em áreas sensíveis como a previdência. O caso segue em análise e pode ter desdobramentos relevantes nos próximos meses.



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