Em reunião com primeiro-ministro irlandês, presidente americano defende ofensiva militar como resposta à ameaça atômica iraniana. Official White House Photo by Joyce N. Boghosian
Porto Velho, RO - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 17, que os Estados Unidos não podem tolerar que o Irã desenvolva armamento nuclear: “Não podemos permitir que lunáticos tenham armas nucleares”, declarou Trump durante encontro na Casa Branca com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, realizado em razão do Dia de São Patrício.
A reunião, de caráter simbólico na tradição diplomática entre os dois países, foi tomada por questionamentos sobre o conflito no Oriente Médio. Trump aproveitou o espaço para defender a operação militar em curso e fazer previsões sobre seus desdobramentos.
Guerra e retórica presidencial
Trump afirmou que o conflito “não deve se prolongar” e projetou queda nos preços de energia após o fim das hostilidades. “Assim que essa guerra terminar, o que acontecerá em breve, os preços vão despencar. Podem apostar”, disse o presidente.
Ao ser questionado sobre o impacto econômico da guerra em países como a Irlanda — que enfrenta elevação nas tarifas de energia —, Trump enquadrou a operação como uma resposta a uma ameaça existencial. “Tenho muitos amigos da Irlanda, e eles estão muito felizes por eu estar me livrando de uma potência nuclear, um terrorista nuclear”, afirmou.
O presidente também estimou que o Irã levará, pelo menos, dez anos para “recuperar todo o dano que já lhes foi causado”, embora não tenha apresentado dados ou laudos técnicos para embasar a projeção.
Tensão com a Otan
Paralelamente, Trump expôs publicamente o distanciamento entre Washington e seus aliados tradicionais. Segundo ele, os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se recusaram a participar da operação militar contra o Irã — decisão que classificou como equivocada.
“Nós não precisamos deles, mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo”, disse o presidente americano. Ainda em sua rede, Truth Social, Trump ampliou a crítica e incluiu Japão, Austrália e Coreia do Sul entre os países que, em sua avaliação, falharam ao negar apoio à ofensiva.
Fonte: O Antagonista



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