Porto Velho, RO - Cole Tomas Allen, o atirador que tentou invadir o jantar dos correspondentes da Casa Branca na e abriu fogo dentro do hotel onde o presidente Donald Trump estava na noite de sábado, 25, foi acusado de três crimes em sua primeira audiência.
O procurador interino, Todd Blanch, informou que Allen responde por uso de arma de fogo durante crime violento, tentativa de assassinato e agressão a um agente federal com arma perigosa. Já a procuradora federal Jeanine Pirro afirmou, em coletiva de imprensa, que novas acusações devem ser apresentadas ao longo da semana.
“Tudo indica que o acusado planejou causar o máximo de danos possível, mas o dispositivo de segurança impediu uma tragédia”, disse Jeanine.
Na noite do ataque, Allen tentou invadir o evento armado com uma pistola, uma espingarda e facas, sendo contido após efetuar disparos.
Trump, a primeira-dama Melania Trump e outros convidados foram retirados às pressas do local.
Audiência
Durante a audiência, Allen compareceu diante do juiz Matthew Sharbaugh. Vestindo macacão azul, ele foi identificado formalmente e confirmou seus dados pessoais.
Se condenado, o suspeito poderá enfrentar pena de prisão perpétua.
Manifesto
Allen enviou um manifesto aos familiares minutos antes de abrir fogo nas imediações do evento, na noite de sábado, 25.
No texto, ele se descreve como “Friendly Federal Assassin” (Assassino Federal Amigável, em tradução livre) e indica que pretendia atingir integrantes do governo, segundo informações divulgadas pelo New York Post e outras por outros veículos da imprensa americana.
De acordo com autoridades, a mensagem foi enviada cerca de dez minutos antes do ataque. No texto, Allen detalha possíveis alvos:
“Autoridades do governo (não incluindo [o diretor do FBI Kash] Patel): são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.”
Em outro trecho, escreve:
“Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor suje minhas mãos com seus crimes”, em possível referência a Trump.
Ele também afirma que pretendia usar uma munição específica:
“Para minimizar baixas, também usarei cartuchos de chumbo múltiplo em vez de projéteis únicos (menos penetração através de paredes).”
O manifesto indica ainda que ele considerava um ataque maior.
“Eu ainda passaria pela maioria das pessoas aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base em que a maioria escolheu participar de um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, e, portanto, é cúmplice), mas realmente espero que não chegue a isso.”
Motivações políticas e religosas?
No documento, Allen mistura argumentos políticos e religiosos.
Ao justificar suas ações, escreveu:
“Dar a outra face é para quando você mesmo é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um centro de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento.”
Ele prossegue:
“Não sou uma criança explodida, ou uma criança faminta, ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos neste governo. Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade com os crimes do opressor.”
Segundo a investigação, Allen viajou de trem de Los Angeles a Washington, passando por Chicago, possivelmente para evitar controles mais rígidos em aeroportos.
Familiares alertaram a polícia após receberem o manifesto, o que levou autoridades locais a acionarem órgãos federais.
Fonte: O Antagonista



0 Comentários