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Na Mira do Povo

EUA querem “sufocar o povo cubano”, diz ministro Rodríguez

Havana acredita que os Estados Unidos agem para cortar receitas da ilha; CIDH aponta indícios de trabalho forçado nas missões de Cuba. Comissão de Direitos Humanos vê indícios de violação em missões médicas do regime no exterior

Porto Velho, RO - “O governo dos Estados Unidos está perseguindo, pressionando e extorquindo outros governos para que encerrem a presença das Brigadas Médicas Cubanas em diversos países, sob falsos pretextos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, nesta quinta-feira, 9, na rede social X.

O chanceler disse que Washington pretende “continuar estrangulando a economia cubana e cortar suas fontes legítimas de receita, a fim de sufocar o povo cubano”.

O ministro sustentou que as brigadas atuam em “áreas de difícil acesso”, contribuem para sistemas locais de saúde e têm caráter voluntário. Segundo ele, o recrutamento dos profissionais ocorre de forma “legal e soberana”, em conformidade com padrões internacionais.

Guatemala, Honduras, Jamaica e Guiana rescindiram acordos desse tipo nos últimos meses — alguns vigentes havia até 25 anos. Dados oficiais cubanos indicam que, até 2025, cerca de 24 mil médicos e outros profissionais de saúde atuavam em 56 países.

O que diz a CIDH

Na terça-feira, 7, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos divulgou relatório baseado em 71 testemunhos. O presidente do órgão, Edgar Stuardo Ralón, afirmou que “as evidências sugerem a existência de trabalho forçado e tráfico de pessoas”.

Segundo Ralón, os relatos apontam “remuneração insuficiente, retenção de salários e jornadas excessivas”, além de “imposição de atividades políticas obrigatórias fora do horário de trabalho” e “restrições severas à liberdade de locomoção e à possibilidade de abandonar a missão, sob pena de serem rotulados de traidores da pátria ou desertores”.

O relatório descreve ainda condições de moradia precárias e superlotadas, supostamente adotadas para coibir deserções. O presidente da CIDH explicou o fluxo financeiro das missões: “O Estado cubano recebe os valores, faz deduções e os distribui gradualmente”, sem repasse direto aos profissionais.

Pequenas ditaduras, grandes negócios

De acordo com dados oficiais citados no relatório da CIDH, as missões médicas geraram US$ 4,88 bilhões em 2022 — o equivalente a 69% das exportações de serviços de Cuba naquele ano. Os profissionais, contudo, recebem entre 2,5% e 25% dos valores pagos pelos países anfitriões.

Para a Comissão, essa diferença, somada às condições de vida descritas nas missões, configura elementos de trabalho forçado. Havana rejeita a caracterização e mantém que as brigadas operam dentro da legalidade.

Fonte: O Antagonista

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