Irã considera exigências dos EUA “maximalistas e irracionais”

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Irã considera exigências dos EUA “maximalistas e irracionais”

Teerã afirma que contatos ocorrem por intermediários, mas descarta diálogo direto com Washington sobre cessar-fogo. Imagem gerada por IA

Porto Velho, RO - O Irã declarou nesta quarta-feira, 1º, que as exigências dos Estados Unidos para o fim da guerra são “maximalistas e irracionais” e negou a existência de negociações em andamento para um cessar-fogo no Oriente Médio.

“Mensagens foram recebidas por meio de intermediários, incluindo o Paquistão, mas não há negociações diretas com os EUA”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.

Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, divulgou uma carta direcionada ao “povo dos Estados Unidos da América” em que culpa o governo Trump pela guerra.

“Irã nunca iniciou a guerra. Nós bravamente repelimos aqueles que nos atacaram. O povo iraniano não nutre nenhuma inimizade contra outra nação, incluindo o povo da América, Europa e países vizinhos. Mesmo diante de repetidas intervenções e pressões estrangeiras ao longo de sua história de orgulho, os iranianos sempre fizeram uma distinção clara entre governos e os povos que governam. Este é um princípio profundamente enraizado na cultura e na consciência coletiva iraniana — não uma posição política temporária”, diz trecho.

Pezeshkian afirma ainda que retratar o Irã como uma ameaça “não condiz com os fatos observáveis da atualidade” e critica a presença militar americana na região.

“Dentro desse mesmo contexto, os Estados Unidos concentraram a maior parte de suas forças, bases e capacidades militares ao redor do Irã — um país que, pelo menos desde a fundação dos Estados Unidos, jamais iniciou uma guerra. As recentes agressões americanas lançadas a partir dessas mesmas bases demonstraram o quão ameaçadora é, de fato, tal presença militar. Naturalmente, nenhum país confrontado com tais condições deixaria de fortalecer suas capacidades defensivas.”

Segundo o presidente, o Irã tem adotado uma “resposta ponderada, fundamentada na legítima defesa”.

Fonte: O Antagonista

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