Produção audiovisual valoriza modos de vida ribeirinhos e o trabalho no campo na Amazônia
Porto Velho, RO - Em alusão ao Dia Internacional das Lutas Camponesas, celebrado em 17 de abril, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondônia e Acre lança a série especial “Trabalho na Beira”, uma produção audiovisual que busca dar visibilidade aos modos de vida, saberes e desafios de trabalhadores e trabalhadoras do campo na Amazônia.
A iniciativa integra as ações da Coordenadoria Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública (CODEMAT) e do Ofício Especial de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) da Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região (PRT-14). A execução é da Assessoria de Comunicação Social (ASCOM) do MPT/RO-AC, como estratégia de aproximação institucional com os territórios e de valorização das realidades locais.
Para o Procurador do Trabalho em Rondônia e Acre, Carlos Alberto Lopes de Oliveira, titular do Ofício Especial de Povos e Comunidades Tradicionais e coordenador regional da CODEMAT, “trabalho digno exige responsabilidade nas cadeias socioambientais e proteção concreta para aqueles que trabalham, vivem e dependem do território”.
A data marca a luta histórica por direitos, dignidade e acesso à terra, reforçando a importância da valorização do trabalho camponês e da proteção social no meio rural. Nesse contexto, a série contribui para ampliar o debate sobre as condições de trabalho e os modos de vida no campo, especialmente na região amazônica.
O primeiro episódio apresenta a trajetória de Caribé, nome artístico de Altemir Almeida, trabalhador rural e poeta que, há duas décadas, vive no distrito de Cujubim, no baixo Madeira, em Porto Velho. Nascido às margens de um rio, no então território de Goiás — hoje Tocantins —, Caribé construiu uma vida marcada por diferentes experiências de trabalho até encontrar, na relação com a terra e a natureza, um novo sentido de existência.
“Já trabalhei em várias coisas nessa vida: fui caminhoneiro, trabalhei em garimpo, e hoje vivo bem entre a mata de um lado, o rio no quintal de casa e a cidade do outro lado”, relata. Aos 72 anos, ele se dedica à roça, à produção de alimentos e à música, compondo canções que exaltam o lugar onde vive e sua conexão com Porto Velho. “Aqui me sinto bem. Posso dizer que vivo bem, convivendo com a natureza”, completa.
Mais do que retratar uma história individual, o episódio propõe uma reflexão sobre o trabalho camponês em contextos ribeirinhos, evidenciando formas de produção sustentáveis, saberes tradicionais e a relação entre território, identidade e dignidade no trabalho.
A série “Trabalho na Beira” integra as ações institucionais voltadas à promoção do trabalho decente, à valorização das populações tradicionais e ao fortalecimento do diálogo entre o MPT e a sociedade.
O episódio de estreia será disponibilizado no mês de abril, nos canais oficiais do MPT/RO-AC no YouTube e Instagram, ampliando o acesso a narrativas que, muitas vezes, permanecem invisibilizadas nos grandes centros urbanos.
Texto e edição: Marcela Bonfim/Fonte: ASCOM – Assessoria de Comunicação Social
MPT/RO e AC



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