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Na Mira do Povo

Netanyahu rejeita trégua e exige fim do Hezbollah

Premiê israelense descarta cessar-fogo no Líbano e intensifica ofensiva sobre Bint Jbeil enquanto negocia com Beirute. Foto: @IsraeliPM

Porto Velho, RO - O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu descartou nesta quarta-feira, 15, qualquer possibilidade de trégua no Líbano, e subordinou as negociações com Beirute ao desmantelamento completo do Hezbollah. Netanyahu disse que está “preparado para qualquer cenário” caso o conflito com o Irã seja retomado.

Diplomatas sem diplomacia

As declarações foram dadas horas após embaixadores de Israel e Líbano se reunirem em Washington com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no primeiro encontro bilateral direto entre ambas as nações desde 1983. Beirute solicitou cessar-fogo imediato; a delegação israelita compareceu com instruções de não concordar.

Netanyahu justificou o endurecimento: “Estas negociações não tiveram lugar durante mais de 40 anos. Ocorrem agora porque somos muito fortes, e são os países os que se aproximam de nós, não só o Líbano”.

O premiê estabeleceu duas exigências irrenunciáveis: fim do Hezbollah e paz “sustentável, conquistada mediante a força”. Ordenou ainda que o exército estenda a zona de segurança em direção ao Monte Hermom, para proteger a população drusa.

A embaixadora libanesa, Nada Hamadeh Moawad, qualificou a reunião de “construtiva”, mas reafirmou necessidade de cessar-fogo e soberania plena. O Hezbollah instou o governo de Beirute a abandonar negociações que caracterizou como “inúteis”. O fosso entre a mesa diplomática e o campo de batalha continua grande.

Combates concentrados em Bint Jbeil

Os enfrentamentos concentram-se em Bint Jbeil, localidade a quatro quilômetros da fronteira israelita e de enorme significado para o Hezbollah. Foi lá que Hassan Nasrallah pronunciou seu discurso de “libertação” em 2000, após a retirada israelita do sul libanês. Em 2006, a cidade resistiu ao avanço israelita em um dos confrontos mais severos daquele conflito.

Netanyahu referiu-se ao local como “grande bastião de Hezbollah”, denominado pelo exército como “capital do terror” na região. A divisão 98 do Exército israelita completou o cerco de Bint Jbeil na segunda-feira, após eliminar mais de cem combatentes na semana anterior, de acordo com informações da Reuters. Fontes de segurança libanesas citadas pela Al Jazeera apontaram emprego de artilharia, bombardeios aéreos e munição de fósforo branco; Israel não confirmou.

Posições irreconciliáveis

A trégua provisória acordada com o Irã em 8 de abril, mediada pelo Paquistão, não convence Israel. Teerã sustenta que o pacto abarca o Líbano; Israel e Washington refutam. Netanyahu foi categórico: “Não há cessar-fogo no Líbano”.

No dia do anúncio da trégua, Israel desencadeou mais de cem ataques, com diversos incidindo sobre zonas residenciais de Beirute, provocando mais de 350 mortos conforme a Defesa Civil libanesa. Desde o início do conflito, o Ministério da Saúde libanês contabiliza mais de 2.100 falecidos e 6.500 feridos.

Netanyahu assegurou que Washington mantém Israel “constantemente informado” de contatos com Teerã e que ambos compartilham objetivos: retirar o urânio enriquecido iraniano, eliminar capacidade de enriquecimento e reabrir o Estreito de Ormuz.

Fonte: O Antagonista

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