Porto Velho, RO - Os Estados Unidos realizaram ataques nesta quinta-feira, 7, contra os portos iranianos de Qeshm e Bandar Abbas, segundo a emissora Fox News.
As duas regiões ficam próximas ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
A agência de notícias iraniana Fars News Agency informou que explosões foram ouvidas na cidade de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm. A defesa aérea também foi acionada em Teerã.
Os ataques teriam ocorrido em meio ao cessar-fogo firmado entre Estados Unidos, Irã e Israel.
Acordo com Irã?
O presidente americano, Donald Trump, afirmou na terça, 5, que irá suspender temporariamente a “Operação Liberdade”, iniciativa destinada a escoltar navios comerciais no Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio imposto pelo Irã.
Em postagem no Truth Social, Trump disse que a medida busca abrir espaço para negociações diplomáticas com Teerã. Segundo ele, a decisão foi tomada após pedidos do Paquistão e de outras nações.
“Com base no pedido do Paquistão e de outros países, no enorme sucesso militar que obtivemos durante a campanha contra o Irã e, além disso, no fato de que grandes progressos foram feitos rumo a um acordo completo e definitivo com os representantes do Irã, concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor, o Projeto Liberdade (a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz) será suspenso por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”, afirmou.
“Fúria Épica”
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta terça, 5, a conclusão da ofensiva militar contra o Irã, batizada de “Fúria Épica”.
Segundo Rubio, a operação foi concluída após atingir seus principais objetivos, e a estratégia americana agora passa a se concentrar na pressão diplomática sobre Teerã e na proteção do trânsito marítimo na região.
“A Operação Epic Fury terminou… concluímos essa etapa”, disse Rubio ao anunciar o encerramento da missão militar denominada “Epic Fury”, após notificação formal ao Congresso.
“Alcançamos nossos objetivos, preferimos o caminho da paz e o presidente quer um acordo de paz”, acrescentou.
De acordo com o secretário, o Comando Central mobilizou destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares para garantir a segurança da navegação.
Rubio também afirmou que o Irã não pode controlar quem utiliza o Estreito de Ormuz.
Fonte: O Antagonista



0 Comentários